Jovem é resgatado após ficar 40 minutos submerso em Matinhos

Mariana Ohde


Um jovem de 16 anos foi encontrado pelo Corpo de Bombeiros após se afogar no Balneário de Inajá, em Matinhos, no litoral do Paraná e ficar cerca de 40 minutos submerso. O banhista estava em uma área onde não há proteção dos salva-vidas.

O resgate aconteceu por volta das 9h deste sábado (25) e mobilizou jet skis, e aeronaves do Corpo de Bombeiros e da Polícia Militar.

De acordo com a tenente Virgínia Turra, porta-voz da Operação Verão, o rapaz ainda estava submerso quando foi localizado pelos salva-vidas. “Ele foi retirado da água e os procedimentos foram tomados na areia. Ele estava em parada cardiorrespiratória”, explica.

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Foto: Batalhão De Operações Aéreas/PMPR

Já na areia, o jovem foi reanimado e levado para o Hospital Regional do Litoral, em Paranaguá. Ele está na UTI e corre risco de morrer. “Ele é uma vítima de afogamento grave, então ele ainda precisa de um bom tempo de atendimento para que se tenha um diagnóstico adequado”, explica a tenente.

Atenção à sinalização

O mar esconde riscos que podem ser identificados pelo banhista por meio das bandeiras de sinalização distribuídas na areia, indicando os pontos seguros para o banho. O Corpo de Bombeiros do Paraná utiliza esse recurso em consonância com os padrões internacionais para que o significado das bandeiras seja entendido até mesmo por pessoas estrangeiras.

São seis bandeiras (vermelho sobre amarelo, preta, verde, amarela, vermelho e duplo-vermelho) que possuem significados distintos.

De acordo com o Comandante do 8º Grupamento de Bombeiros (8º GB) e Coordenador Operacional das atividades do Corpo de Bombeiros na Costa Leste, tenente-coronel Paulo Henrique de Souza, somente é seguro para o veranista nadar no local que fique entre duas bandeiras vermelha sobre amarela, que sinalizam a área protegida por guarda-vidas.

“Os banhistas devem nadar entre as bandeiras vermelho sobre amarelo, procurar locais com a presença dos guarda-vidas, pois caso aconteça algum acidente ou afogamento, o profissional poderá dar o atendimento mais rapidamente e com eficiência”, ressalta.

O coronel salienta ainda que além de apontar para o cidadão se o local é seguro para banho ou não, as bandeiras também informam outras peculiaridades, como condições do mar, pontos de risco, interdição e condições climáticas, no caso tempestades que estejam para acontecer.

As bandeiras verde, amarelo e vermelho ficam no Posto de Guarda-Vidas e são colocadas na areia para sinalizar as condições do tempo e do mar. A bandeira verde significa que naquele ponto as condições para banho são boas e o risco de incidentes é mínimo; a bandeira amarela indica que o local possui fatores de risco ao banhista, como ondas mais fortes, correntes e outras condições que podem ocasionar acidentes; a bandeira vermelha sinaliza o local onde não é adequado para banho, ou seja, possui alto risco de afogamentos.

Há também a bandeira preta, colocada em locais que orientam a população de que naquela área não há um Posto de Guarda-Vidas permanente, portanto, não possui um profissional no local e não é indicada para o banho. Nestes mesmos locais, mesmo sem a presença física constante, o Corpo de Bombeiros possui equipes de patrulhamento na areia e com embarcação no mar para supervisionar a área e advertir pessoas que estejam no mar para evitar afogamentos.

“É importante frisar que as pessoas não acessem as áreas com bandeira preta, pois não possuem um bombeiro militar no local para fazer o resgate caso alguém necessite”, afirma o coronel Paulo.

Por fim, a bandeira duplo-vermelho é utilizada em situações de extrema necessidade e significa que a praia está interditada devido a fatores de segurança como uma chuva forte, ressaca, entre outras situações. Quando essa bandeira é colocada, todas as outras são retiradas para garantir a segurança de todos. “Neste local, enquanto for necessário, não haverá mais áreas protegidas ou não protegidas e tanto os banhistas como os próprios guarda-vidas precisam sair da praia para se resguardarem de acidentes”, explica o coronel.

Além disso, o Corpo de Bombeiros também possui um recurso para conscientizar as pessoas sobre os riscos de afogamento, que é a placa de metal (vermelha, com uma caixa em amarelo escrito perigo), fixada nos locais onde o risco para esse acidente é grande. Além dos materiais de sinalização, a população pode tirar dúvidas pessoalmente com os guarda-vidas para entender mais sobre as bandeiras e como evitar situações desagradáveis no mar.

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Mariana Ohde
Repórter no Paraná Portal