Juiz desmembra primeiro processo da Operação Pecúlio

Andreza Rossini


O primeiro processo da Operação Pecúlio foi desmembrado em sete ações penais pelo juiz da Terceira Vara Criminal de Foz do Iguaçu, no oeste do Paraná, Pedro Aguirre Filho.

O processo estava na fase final: faltava apenas a sentença do caso. Além deste processo, outros correm na Justiça Federal.

Entre os réus na operação que investiga um esquema de corrupção na prefeitura de Foz do Iguaçu, está o ex-prefeito do município, Reni Pereira.

Segundo as investigações, Pereira é o líder da organização criminosa que envolve agentes políticos, vereadores, ex-vereadores, além de empresários da região. Entre os esquemas, o grupo recebia propina para aprovar e privilegiar empresários com contratos com a prefeitura. Reni foi preso na 4ª fase da Operação Pecúlio, solto e foi alvo novamente na 7ª fase da operação quando foi conduzido coercitivamente para prestar esclarecimentos.

Operação Pecúlio mira esquema de plantões médicos fictícios em Foz
Operação Pecúlio completa um ano com 149 réus
Desvios descobertos na Operação Pecúlio geraram prejuízo de R$ 30 milhões

A Operação

A Pecúlio foi deflagrada no dia 19 de abril de 2016. A investigação tem mostrado que servidores públicos de várias secretarias municipais, diretores, agentes políticos, ex-secretários e empresários tinham um esquema montado para desviar dinheiro por meio de fraudes em licitações.

A investigação da Polícia Federal (PF) estima que os prejuízos com os desvios de recursos públicos passem de R$ 30 milhões. Além de empresários, secretários, diretores e demais servidores do Executivo local, o esquema também funcionava na Câmara Municipal do município. O grupo criminoso seria comendado pelo ex-prefeito Reni Pereira (PSB).

Em dezembro de 2016, em sua 5ª fase, a Operação Pecúlio prendeu 12 dos 15 vereadores.

MPF pede a condenação de 66 réus da primeira etapa da Pecúlio
Desvios descobertos na Pecúlio geraram prejuízo de R$ 30 milhões

O procurador da República, Alexandre Halfen, explica que o grupo recebia uma espécie de ‘mensalinho’ em troca de apoio político. “Os vereadores eram “premiados” com R$ 5 mil mais uma diretoria na prefeitura. Tudo isso para que houvesse apoio político. Alguns vereadores de oposição fizessem o que chamamos de oposição mitigada, não muito aguerrida contra o governo”.

O ex-prefeito Reni chegou a ser preso em julho de 2016, na 4ª fase da operação, e passou mais de 100 dias em prisão domiciliar antes de ser solto. Ele responde ao processo em liberdade.

Previous ArticleNext Article
[post_explorer post_id="461058" target="#post-wrapper" type="infinite" loader="standard" scroll_distance="0" taxonomy="category" transition="fade:350" scroll="false:0:0"]