Juiz determina toque de recolher após assassinato de coordenador de campanha no Paraná

Mariana Ohde


Moradores de Cantagalo, no centro-sul do Paraná, foram surpreendidos com um toque de recolher imposto por determinação judicial nesta sexta-feira (30). A decisão do juiz eleitoral Brian Frank decretou o toque em três municípios que compõe a comarca de Cantagalo.

A decisão veio após o assassinato, nesta quinta-feira (29), do coordenador de campanha do candidato a prefeito Jair Rocha (PR). Emílio Gervásio foi morto a tiros próximo ao comitê de campanha do candidato. De acordo com a Polícia Civil, a vítima estava saindo de uma reunião do partido e foi atingido por oito tiros disparados por suspeitos em uma moto. A polícia investiga se foram uma ou duas pessoas e trabalha na hipótese de que o crime tenha motivação política. Ele já havia sofrido outro atentado há alguns meses e chegou a fazer um Boletim de Ocorrência.

A decisão do juiz estabelece que nenhum morador pode estar fora de casa no período entre as 22h e 5h, até o dia 2 de outubro, dia da votação.

No despacho, o juiz cita o homicídio e relata que os municípios possuem baixo efetivo policial. O magistrado destaca que os ânimos “estão acirrados” em função das eleições. Por isso, a medida vem para trazer segurança aos moradores.

Segundo relatos de moradores, há poucos meses, o coordenador de campanha já havia sido vítima de um atentado. “Há três meses, esse cara que morreu já tinha levado dois tiros. Não tem nada a ver com a campanha política de agora não. Isso já é rixa”, diz uma moradora que não quis se identificar. “Ele era coordenador do grupo político. Deram tiros no carro dele. A gente não sabe o motivo”, conta outro morador ouvido pela reportagem da BandNews Curitiba.

Segundo a Polícia Militar (PM), nenhum suspeito foi encontrado após o crime e não é possível dizer se o assassinato aconteceu por motivos políticos. Agora, o caso deve ser investigado pela Polícia Civil.

Além de Cantagalo, o toque de recolher vale para os municípios de Virmond e Goioxim. Quem desobedecer a ordem está sujeito a prisão em flagrante.

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Repórter no Paraná Portal
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