Julgamento de recurso de Carli Filho é adiado pela segunda vez

Andreza Rossini e Francielly Azevedo - CBN Curitiba


A pedido do assistente da acusação, advogado Elias Mattar Assad que representa a família Yared, o recurso de apelação do caso envolvendo o ex-deputado Luiz Fernando Ribas Carli Filho, que seria julgado pela 1ª Câmara Criminal do Tribunal de Justiça do Paraná (TJPR), nesta quinta-feira (6), foi adiado para o dia 13 de dezembro.

O julgamento deve acontecer na data, impreterivelmente. Inicialmente, a apreciação estava marcada para o dia 29 de novembro, mas foi adiada por uma semana devido a um “pedido de preferência” da defesa.

Por meio de nota, Elias Mattar Assad afirmou que o pedido de preferência foi feito por coincidência de pautas. “Estarei nesta quinta-feira, em mesmo horário, sustentando habeas corpus de réu preso no Tribunal de Justiça do Distrito Federal”, afirmou.

O recurso

Os advogados de Carli entraram com recurso após a decisão do Tribunal do Júri, que condenou o ex-deputado a 9 anos e 4 meses de prisão por homicídio com dolo eventual, em fevereiro deste ano. Ele foi responsabilizado pelas mortes dos adolescentes Carlos Murilo de Almeida e Gilmar Rafael Yared, em uma colisão no trânsito, em 2009.

A culpa de Carli Filho não está em julgamento. A defesa questiona se o cálculo da pena foi adequado, procurando a redução. Já a o promotor do Ministério Público pede que a pena seja aumentada para 14 anos.

Caso a pena seja reduzida para menos de oito anos, Carli Filho teria direito de cumprir em regime semi-aberto, mas como o Paraná tem poucas vagas nesse sistema prisional é possível que o ex-parlamentar seja monitorado por tornozeleira eletrônica. Se a pena for mantida ou aumentada, Carli terá que começar a cumprir a pena em regime fechado. Ele responde em liberdade devido a decisão do STF de que os réus devem ser presos após condenação em segunda instância.

Mesmo após a possível prisão, Carli pode recorrer a outras esferas da Justiça.

O relator do recurso é o desembargador Naor Rottoli de Macedo Neto. O revisor é Clayton Camargo e compõe o grupo o desembargador Miguel Kfouri.

Relembre o caso

O Tribunal do Júri condenou Carli Filho a 9 anos e 4 meses de prisão em regime fechado por duplo homicídio com dolo eventual, em fevereiro deste ano. A sentença ocorreu quase nove após após a colisão de trânsito.

Na madrugada do dia 7 de maio de 2009, Carli Filho dirigia a pelo menos 160 Km/h com a carteira de motorista cassada. O carro, um Passat blindado, decolou do asfalto e arrancou o teto do Honda Fit de Gilmar Rafael Yared e Carlos Murilo, que morreram antes da chegada do socorro. O ex-deputado foi levado para o hospital com um quadro grave e instável, ficou na UTI, respirando por aparelhos. Ainda no hospital, um exame indicou que Carli Filho tinha 7,8 decigramas de álcool por litro de sangue. Por ter sido feito sem consentimento, a defesa conseguiu que o teste fosse desconsiderado como prova.

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