Júri de Carli Filho: defesa e acusação batem boca no Tribunal

Andreza Rossini

Os advogados de defesa, Roberto Brzezinski, e de acusação, Elias Mattar Assad, batem-boca no plenário do Tribunal do Júri, durante o julgamento do ex-deputado Luiz Fernando Ribas Carli Filho, que responde por duplo homicídio com dolo eventual – quando se assume o risco de matar.

O assistente de acusação e advogado da família Yared, Elias Mattar Assad chama Brzezinski de “invejoso”. A discussão começou após a defesa dizer que “o álcool não importa no processo”. A defesa do ex-deputado argumenta para que Carli responda por duplo homicídio culposo – quando não há intenção de matar. Neste caso, o julgamento sai do Tribunal do júri e segue para outra esfera da Justiça, sendo considerado crime de trânsito.

Brzezinski diz que a acusação contratou uma equipe de publicidade para tirar o foco dos fatos na época do acidente. “Fizeram adesivos com 190 é crime. A agência foi contratada para enganar a população”, ressaltou.

O advogado de defesa, Roberto Brzezinski, encerra a fala. O juiz Daniel Surdi Avelar determina 1h30 de intervalo para almoço.


O júri

O julgamento começou às 13 horas de terça-feira (27) e se estendeu até aproximadamente 22h30.

No primeiro dia, foram ouvidas seis testemunhas arroladas pela defesa e pela acusação, e o próprio réu. Nesta quarta-feira, o julgamento foi retomado com o debate entre as partes: acusação e defesa, que pode levar até cinco horas. Por fim, os jurados se reúnem em uma sala secreta, votam por cédulas e o juiz anuncia a sentença.

Relembre

O julgamento do ex-deputado ocorre após nove anos do acidente. Nesse tempo, a defesa de Carli Filho apresentou mais de 30 recursos na Justiça. O julgamento foi marcado e adiado mais de uma vez enquanto os advogados buscavam que ele respondesse por homicídio culposo, quando não há a intenção de matar, nas instâncias superiores do Judiciário.

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