Ex-marido acusado de matar universitária a facadas é julgado nesta segunda-feira

Francielly Azevedo

O mecânico Ênio Ivan Bertoncelo, de 34 anos, acusado e assassinar a facadas a ex-mulher Mahara D’Ávila Scremin, vai a júri popular nesta segunda-feira (15). O julgamento acontece no Tribunal do Júri em Curitiba. A estudante de direito, de 23 anos, morreu na noite de 31 de julho de 2017.

Ênio chegou ao tribunal por volta das 9h20, ele é acusado de homicídio qualificado por meio cruel, motivo torpe e feminicídio, além de fraude processual. De acordo com as investigações, após assassinar Mahara com golpes de faca no pescoço, o ex-marido ainda tentou incendiar a casa da vítima.

Serão ouvidas cinco testemunhas arroladas pelo Ministério Público do Paraná (MP-PR), cinco testemunhas de acusação, dois informantes e cinco testemunhas de defesa. Os pais de Mahara D’Avila devem ser ouvidos como testemunhas de acusação já no início do julgamento.

De acordo com o advogado da família de Mahara, Adriano Colle, a jovem foi assassinada pelo ex-marido por não concordar em reatar a relação. O crime aconteceu após Ênio perceber que Mahara iniciava outro relacionamento amoroso. “Esse foi o estopim para Ênio dar início a sua trama. Ao descobrir que Mahara estava acompanhada naquela noite, Ênio decidiu esperar que o rapaz que estava com Mahara em sua casa fosse embora para dar início ao seu plano. Foi um assassinato brutal, cruel”, comentou.

Foto: Reprodução Facebook

Ênio foi preso quatro dias após a morte da ex-mulher. Durante o interrogatório ele confessou o crime e disse que estava mantendo um “relacionamento sem compromisso” com a ex-esposa. Ao descobrir que ela estaria com outro, comprou luvas e gases em uma farmácia próxima, esperou o rapaz ir embora e entrou na casa. Antes de desferir os golpes de faca, Ênio espancou Mahara até ela ficar desacordada.

Durante o velório de Mahara, quando ainda não se sabia a autoria do crime, Enio chorou ao lado do caixão e chegou a consolar a mãe da estudante. Depois do crime, ele também enviou mensagens para o celular da vítima para tentar criar um álibi.

Segundo o advogado, a expectativa é de que Ênio, que está preso desde que foi interrogado, seja condenando a pena máxima. “Ele foi cruel, ele queria exterminar a existência da Mahara deste mundo. Não bastou só matar com violência, ele tentou atear fogo na casa, explodir a casa de Mahara, deixando todas as bocas de gás do fogão ligadas. Depois de tudo isso, foi a velório, beijou o cadáver da esposa na boca, no velório, pra todo mundo ver. É um crime bastante emblemático e a família espera que seja punido com todo o rigor da lei”, concluiu o advogado .

A reportagem tentou contato com a defesa de Ênio, mas até a publicação desta reportagem não obteve retorno.

 

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Jornalista, formada pela Universidade Tuiuti do Paraná. Tem passagens pela TV Educativa, TV Assembleia, TV Transamérica, CATVE, Rádio Iguassu e Folha de Londrina. Atualmente trabalha no Paraná Portal e na Rádio CBN.