Acusados pela morte de auditor fiscal vão a júri popular 14 anos depois do crime

Angelo Sfair

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Três réus acusados pela morte do auditor fiscal Antonio Sevilha vão à júri popular nesta terça-feira (20), no Tribunal do Júri da Justiça Federal de Maringá, na região noroeste do Paraná. As investigações indicam que o assassinato foi uma represália ao trabalho desempenhando por ele na chefia da Seção de Controle Aduaneiro da Receita Federal em Maringá.

Esse será o primeiro júri popular realizado pela Justiça Federal de Maringá desde a instalação no município, há 26 anos.

A emboscada aconteceu no dia 29 de setembro de 2005. Sevilha deixava a casa da mãe dele para buscar a esposa no hospital onde ela havia passado por uma cirurgia. O auditor fiscal foi morto com cinco tiros, depois de parar o carro para verificar um pneu esvaziado propositalmente pelo grupo suspeito.

Acusados

O processo tem, ao todo, cinco réus. Três deles serão julgados nesta terça-feira (20):

  • Marcos Oliveras Gottlieb, empresário acusado de ser o mandante do crime
  • Fernando Ranea da Costa, pistoleiro apontado como o executor
  • Moacyr Macedo Maurício, advogado apontado como intermediador

Outras duas pessoas foram indiciadas no decorrer das investigações. O ex-policial civil Jorge Luiz Talarico morreu em 2018. Ele estava preso em um presídio no estado de São Paulo, onde cumpria pena por outros crimes. Outro réu, Wilson Rodrigues da Silva, nunca foi encontrado.

Júri popular

Antonio Sevilha morreu aos 45 anos. Ele deixou esposa e três filhos menores de idade.

Os acusados responderão ao crime de homicídio qualificado, que prevê pena de reclusão de 12 a 30 anos. O júri popular está marcado para às 8h30 do dia 20 de agosto na Justiça Federal de Maringá.

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