Júri popular condena dupla acusada por morte de taxista

A vítima tinha 52 anos e residia em Ventania, nos Campos Gerais. Taxista sofreu uma emboscada de um homem que devia a ele R$ 1,5 mil.

Redação - 23 de junho de 2022, 18:08

Reprodução/Facebook
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Tio e sobrinho acusados pela morte de um taxista na zona rural de São Jerônimo da Serra, no norte pioneiro do Paraná, foram condenados pelo Tribunal do Júri a 23 e 21 anos de prisão por extorsão qualificada, homicídio triplamente qualificado e ocultação de cadáver. A vítima residia no município de Ventania, nos Campos Gerais.

Segundo a acusação, o taxista foi vítima de uma emboscada no dia 10 de outubro de 2020. Juarez Manys tinha 52 anos. Um dos criminosos, cliente recorrente da vítima, tinha uma dúvida de R$ 1,5 mil com o motorista. No entanto, segundo o Ministério Público, ele não tinha intenção de quitar a dívida.

O homem, então, combinou com o taxista uma corrida alegando que iria ao banco sacar o valor devido. Acompanhado do sobrinho, o réu simulou uma viagem de Ventania para Curiúva. Durante o caminho, eles fizeram a vítima dirigir até Assaí.

No local, ainda sob ameaça, eles obrigaram o taxista a sacar R$ 940 em um caixa eletrônico. Na sequência, seguiram viagem até a zona rural de São Jerônimo da Serra, onde o motorista foi morto a facadas. O corpo foi abandonado em uma represa.

O júri popular, realizado em São Jerônimo da Serra, município onde o crime foi consumado, acatou na íntegra a denúncia do Ministério Público. Os réus foram condenados por homicídio triplamente qualificado, considerando como qualificadoras o motivo torpe, o emprego de meio cruel e o uso de emboscada.

Os condenados respondiam ao crime presos e tiveram a prisão preventiva mantida na decisão judicial.