Justiça aceita denúncia e decreta prisão preventiva de policial militar acusado da morte de Andriely

Francielly Azevedo

Andriele Gonçalves da Silva

A Justiça aceitou, nesta sexta-feira (13), o pedido da Polícia Civil para transformar em preventiva a prisão do policial militar Diogo Coelho Costa acusado de matar a ex-mulher, a estudante de direito Andriely Gonçalves da Silva, de 22 anos. A jovem desapareceu no dia 9 de maio, em Colombo, na Região Metropolitana de Curitiba, e foi encontrada morta no dia 8 de junho na Serra da Graciosa, no litoral do Paraná.

A Delegacia do Alto Maracanã, em Colombo, concluiu o inquérito e afirmou que todos os indícios apontam que Diogo foi o autor do assassinato. Diante disso, o delegado do caso, Erineu Portes, pediu nesta quinta-feira (12) a Justiça que a prisão do policial, que era temporária, fosse convertida em prisão preventiva, por tempo indeterminado.

Diogo está detido desde o dia 19 de maio no Batalhão de Guarda da Polícia Militar. Com a decisão, ele segue detido sem previsão de soltura.

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O CASO

A jovem de 22 anos desapareceu no dia 9 de maio. O último contato com conhecidos aconteceu naquela madrugada, quando teria conversando com um amigo em uma chamada de vídeo pelo celular, no momento em que chegava no apartamento onde mora, no bairro Guaraituba, em Colombo, na Região Metropolitana de Curitiba.

Segundo o delegado responsável pelo caso, testemunhas prestaram depoimento afirmando que ela se comunicou de forma estranha em redes sociais. “Escreveu com erros de gramática, de forma diferente da de costume. A suspeita é de que ele tenha mandado as mensagens para justificar a ausência dela”.

O suspeito foi casado com Andriely  por quatro anos e estavam em processo de separação. “Acreditamos que o crime tenha ocorrido por causa disso. O suspeito resolveu permanecer calado e talvez fale se tiver orientação do advogado”. A polícia também tem imagens do PM entrando e saindo do apartamento de Andriely no dia do desaparecimento.

DEFESA

A defesa de Diogo nega o envolvimento do policial no crime. Desde o início, o soldado afirma que deixou Andriely perto de uma rodovia durante a madrugada do desaparecimento, porque a jovem iria para São Paulo atrás de um rapaz com quem mantinha um relacionamento.

Em relação ao sangue no banco do carro, o suspeito diz que se trata de sangue menstrual, pois a jovem tinha endometriose.

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Jornalista, formada pela Universidade Tuiuti do Paraná. Tem passagens pela TV Educativa, TV Assembleia, TV Transamérica, CATVE, Rádio Iguassu e Folha de Londrina. Atualmente trabalha no Paraná Portal e na Rádio CBN.