Justiça bloqueia bens dos investigados na Operação Pecúlio

Andreza Rossini


A Justiça determinou o bloqueio de bens dos envolvidos na Operação Pecúlio, que investiga irregularidades na prefeitura de Foz do Iguaçu, no oeste do Paraná. A informação foi confirmada pela Polícia Federal, que também apontou a continuidade das oitivas.

O prefeito da cidade, Reni Pereira (PSB), o secretário de obras da prefeitura, Carlos Juliano Budel,  ex-secretário de Tecnologia da Informação, Melquizedeque Corrêa de Souza, além de outros empresários e servidores públicos são investigados na operação. Eles respondem pelos crimes de peculato, corrupção passiva e ativa, prevaricação, lavagem de dinheiro, crimes à lei de licitações e organização criminosa.

A suspeita é que os funcionários públicos tenham interferido na contratação de empresas para a prestação de serviços junto a prefeitura, com quantias milionárias de recursos públicos federais como o Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) e o Sistema Único de Saúde (SUS). De acordo com a Controladoria-Geral da União, o total do desvio chega a R$ 4 milhões.

Em um mês e duas fases da operação, 16 pessoas foram presas, sendo que cinco permanecem detidas na Polícia Federal e o ex-secretário de Tecnologia da Informação, Corrêa de Souza, foi transferido para a penitenciária estadual, em Foz do Iguaçu. O perito Reni Pereira chegou a cumprir mandado de condução coercitiva, quando é obrigado a prestar depoimento e, em seguida, foram apreendidos R$ 120 mil em espécie na casa dele. Reni negou participação no esquema e afirmou que o dinheiro é resultado de uma indenização judicial.

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