Justiça começa a ouvir testemunhas da Operação Pecúlio

As audiências para ouvir as testemunhas da Operação Pecúlio, que investiga um esquema de corrupção na prefeitura de Foz ..

Andreza Rossini - 15 de agosto de 2016, 16:04

As audiências para ouvir as testemunhas da Operação Pecúlio, que investiga um esquema de corrupção na prefeitura de Foz do Iguaçu, no oeste do Paraná, são realizadas pela Justiça Federal a partir desta segunda-feira (15).

Serão ouvidos os depoimentos das testemunhas de acusação do Ministério Público Federal (MPF) e de defesa dos oito réus da operação. As audiências vão ser realizadas no auditório da Polícia Federal e cerca de 250 pessoas devem ser ouvidas até a próxima segunda-feira (22).

O prefeito afastado da cidade, Reni Pereira (PSB) é um dos alvos da operação e foi preso durante a 4ª fase da Pecúlio. Ele é apontado com o líder de um esquema de fraudes em licitações. Outras dez pessoas, entre empresários, servidores, ex-diretores e ex-secretários também foram detidas.

A operação Pecúlio investiga irregularidades em contratos de obras e também na área da Saúde, com desvio de verbas provenientes do Governo Federal para o Sistema Único de Saúde (SUS) e no Plano de Aceleração do Crescimento (PAC).

Operação Pecúlio

Além do prefeito, mais de 80 pessoas também são réus no processo, entre eles a primeira-dama e deputada estadual Cláudia Pereira (PSC), eles respondem por crimes de peculato, corrupção passiva, corrupção ativa e fraude a licitações. Reni e a esposa são investigados pelo TRF-4 por ter foro privilegiado.

As investigações, reforçadas por meio de escutas telefônicas autorizadas pela Justiça e quebra dos sigilos fiscais e bancários dos envolvidos, apontaram indícios de interferência de gestores do município, de forma direta e indireta, em empresas contratadas para prestação de serviços e realização de obras junto à prefeitura com quantias milionárias de recursos públicos federais como o Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) e outros como o Sistema Único de Saúde (SUS).

Os atos ilícitos também foram comprovados por meio de provas apresentadas por colaboradores que fecharam acordos com o MPF, entre eles o ex-diretor de pavimentação da Secretaria de Obras da Prefeitura, Aires Silva, e os empresários Nilton João Beckers, Vilson Sperfeld, Fernando Bijari e Edson Queiroz Dutra.