Justiça condena 42 réus na Operação Publicano

Redação


A Justiça do Paraná condenou 42 réus na primeira ação penal da Operação Publicano. A sentença é referente a primeira fase da força-tarefa que investiga um esquema de corrupção da Receita Estadual do Paraná.

Do total, 24 vão precisar cumprir o início da pena em regime fechado e 17 dos condenados perdem o cargo público e não podem ocupar outro até oito anos após o cumprimento da pena.

A ação tinha 73 réus.  O juiz Juliano Nanuncio, da 3ª Vara Criminal de Londrina, no norte do Paraná, assinou a sentença nesta quinta-feira (15).

Entre os condenados está o ex-inspetor-geral de fiscalização da Receita Estadual, Márcio de Albuquerque Lima, condenado por corrupção ativa, passiva e organização criminosa a 97 anos de prisão. A esposa de Marcio, Ana Paula Pelizari Lima, foi condenada a 76 anos de prisão pelos mesmos crimes.

Em setembro o auditor da Receita Estadual e delator da Operalção,  Luiz Antônio de Souza foi condenado a cumprir um ano e meio de prisão em regime fechado pelos crimes de corrupção e abuso sexual de menores. Em julho de 2016 ele passou a cumprir prisão domiciliar com tornozeleira eletrônica.

Operação Publicano

A Publicano investiga um esquema de corrupção na Receita Estadual de Londrina. Foram identificadas três estruturas criadas dentro desse esquema de corrupção.

A primeira estrutura envolve empresários e particulares que utilizavam empresas registradas em nomes de laranjas para crimes de corrupção passiva, tributária, lavagem de ativos, sonegação fiscal por meio de notas fiscais frias, geração fraudulenta de créditos de ICMS e documentos falsos.

A segunda estrutura reúne um grupo de auditores fiscais associados desde 2012 e envolvidos com crimes de corrupção ativa e passiva tributária e lavagem de ativos, recebendo dinheiro de propina de empresários da organização criminosa citada na primeira estrutura.

A terceira, formada por auditores, advogados, empresários e particulares que começaram a praticar crimes após a deflagração da Operação Publicano I e a prisão de um dos auditores. Esse grupo passou a extorquir empresários, para que pagassem valores para não noticiar as irregulares já praticadas, levando a mais lavagem de dinheiro.

A Operação foi deflagrada em abril de 2015, pelo Gaeco de Londrina.

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