Justiça decide que Edison Brittes tem que pagar pensão para filha do ex-jogador Daniel

Ana Cláudia Freire e Lucas Gabriel Marins

edison brittes, juninho riquiza, condenado, caso daniel, daniel corrêa freitas, réu confesso, assassinato do jogador daniel, receptação, carro roubado, paraná

A Justiça do Paraná decidiu, nesta quarta-feira (16), que Edison Brittes Júnior, assassino confesso do ex-jogador Daniel Correia Freitas, assuma o pagamento da pensão alimentícia para a filha de Daniel até que ela complete 25 anos.

O valor a ser pago para a criança, que hoje tem apenas 2 anos, é de R$ 5 mil mensais e deverá se feito todo dia 10 de cada mês. Até a menor atingir a idade estabelecida, ela deve receber R$ 14,5 milhões.

A decisão da juíza Márcia Hübler Mosko, da 3ª Vara Cível de São José dos Pinhais, na Região Metropolitana de Curitiba, atende ao pedido feito pela mãe da filha do jogador, Bruna Larissa Ferreira Martins, e começa a valer assim que Edison Brittes  receber a intimação.

A decisão diz ainda que o pedido de pensão se faz necessário porque a menor não tem condições de se sustentar. “A criança é absolutamente dependente dos genitores, conforme estabelece o Estatuto da Criança e do Adolescente”, afirma a juíza Márcia Mosko, que decidiu ainda que a obrigação do pagamento não pode recair, por ora, sobre os outros corréus da ação, ficando somente responsável pelo pagamento o empresário Edison Brittes.

 A decisão é liminar e ainda cabe recurso.

MORTE DE DANIEL: RELEMBRE O CASO

O corpo do jogador Daniel Corrêa foi encontrado no dia 27 de outubro de 2018 em São José dos Pinhais, na região metropolitana de Curitiba. O jogador estava mutilado, teve o pênis decepado e tinha dois ferimentos profundos no pescoço.

O jogador, revelado pelo clube mineiro Cruzeiro, teve passagens pelo Coritiba, São Paulo, Ponte Preta, Botafogo e São Bento.

Segundo a investigação, Daniel Corrêa foi a Curitiba para participar do aniversário de 18 anos de Allana Brittes, filha do empresário Edison Brites. A festa, que começou em uma casa noturna da capital paranaense, se estendeu até a residência da família Brittes, último lugar que o jogador teve contato com amigos pelo WhatsApp. Foi lá que ele foi espancado e depois conduzido no porta-malas do carro de Edison até a Colônia Mergulhão, onde foi morto.

O empresário foi gravado em ligação com um amigo da vítima se lamentando sobre o sumiço do atleta e dando outra versão sobre o que aconteceu na noite em que Daniel morreu. Na ligação, que aconteceu após o corpo de Daniel ter sido encontrado e identificado, Edison Brittes diz que não sabia como Daniel foi embora e que estava chocado com o caso. Falou também que teve que dar calmante para a filha, Allana, após saberem da morte da vítima e que ele chegou a ligar para a irmã de Daniel para dar os pêsames.

O empresário afirma que Daniel estava no quarto tentando estuprar Cristiana Brittes, esposa do empresário. O delegado Amadeu Trevizan declarou, na época, que a família Brittes mentiu nos depoimentos e que teria formulado uma história.

DEFESA

Em nota, o advogado de defesa de Edison Brittes Jr, Claudio Dalledone Junior, informou que ainda não foi notificado da decisão liminar oficialmente.

No entanto, ressalta que uma liminar é uma situação precária e provisória que pode ser revertida a qualquer momento com a devida argumentação dos fatos.

 

 

Previous ArticleNext Article
Avatar
Jornalista - Chefe de Redação do Paraná Portal