Justiça decreta nova prisão preventiva de médico acusado de matar Renata Muggiati

Fernando Garcel

Raphael Suss Marques Renata Muggiati curitiba médico

A Justiça decretou a prisão preventiva do médico Raphael Suss Marques, acusado de matar a namorada e fisiculturista Renata Muggiati, na tarde desta terça-feira (26). O pedido foi formulado pelo Ministério Público do Paraná (MPPR) após o descumprimento as condições de liberdade. O mandado foi cumprido pela Polícia Civil no consultório em que o médico trabalhava.

Em janeiro, o médico foi flagrado em um torneio de poker, no mesmo momento em que acontecia a audiência de instrução do caso que investiga o crime. Na ocasião, o médico justificou que teria compromissos de trabalho e não poderia comparecer ao juízo. Dessa maneira, ele desobedeceu uma proibição de frequentar bares e similares.

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No despacho, a juíza Taís de Paula Scheer, do 1º Juizado de Violência Doméstica e Familiar Contra a Mulher de Curitiba, frisa que além de comparecer a estabelecimento similar a bares, as comandas demonstram que o réu consumiu bebidas alcoólicas em três oportunidades entre dezembro do ano passado e janeiro no mesmo local. O documento que embasou o pedido de prisão também reforça que a liberdade de Raphael Suss Marques pode gerar sensação de impunidade, uma vez que ele se recusa a cumprir integralmente as medidas.

O processo corre em segredo de justiça.

O CASO

Foto: Reprodução

Renata morreu na noite de 12 de setembro de 2015. A suspeita é de que ela tenha sido asfixiada e atirada da janela do 31º andar pelo namorado. Fotos e mensagens enviadas por celular, que constam no processo, reforçam a tese de que ela era vítima constante de agressões.

Raphael Suss Marques foi preso em setembro e, depois, novamente em janeiro. Acabou solto após seis dias, por meio de um habeas corpus. Ele responde ao processo em liberdade com o uso de tornozeleira eletrônica. Ele nega o crime e alega que Renata se suicidou.

Foram realizados, ao todo, três exames no corpo de Renata – dois deles apontaram que ela teria sido asfixiada antes de cair pela janela. O último exame, feito após a exumação do corpo, concluiu que a atleta foi morta antes da queda. O processo corre em segredo de Justiça.

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