Justiça manda soltar sete suspeitos de participar de roubo no Paraguai

Narley Resende


A Justiça mandou soltar sete, dos 15 presos, suspeitos de participação no roubo milionário a uma transportadora de valores no Paraguai. Cinco foram soltos pela Justiça do Paraná em Foz do Iguaçu e dois por determinação da Justiça Federal de Guaíra (PR).

As investigações apontam que pelo menos cinquenta pessoas participaram do assalto. A PF prendeu, nesta quarta-feira (26) à tarde, em Itaipulândia (PR), próximo à fronteira com o país, mais um suspeito de ligação com o mega-assalto à sede da empresa Prosegur em Ciudad del Este, a 4km da fronteira com o Brasil.

Com isso o total chegou a 15 detidos pelo roubo, na última segunda-feira. Após decisões da Justiça, apenas oito permanecem presos.

Bois de piranha 

Há a suspeita das autoridades de que os presos do lado brasileiro teriam sido apenas “bois de piranha” – para que a maioria fugisse para o interior do Paraguai. A PF contestou a hipótese. “Não existe crime perfeito. Por mais que tenham planejado, nem tudo que eles planejaram saiu como idealizado”, disse o delegado Fabiano Bordignon, da PF.

Segundo Bordignon, ainda não se conseguiram confissões relevantes nos depoimentos dos presos. “Os interrogatórios foram muito preliminares”, diz o delegado.

“Não houve nenhuma colaboração. São criminosos que não vão fazer, provavelmente, uma delação premiada. É outro tipo de criminalidade, que não se entrega”, afirma.

As forças de segurança que integram a força-tarefa internacional admitem que entre os presos em flagrante nas primeiras 72 horas de operação integrada possa haver pessoas sem relação direta com o assalto.

Além disso, a região de Fronteira também é rota de outros criminosos que também agem com armamento pesado com as mesmas características dos cerca de 50 suspeitos procurados.

“No Paraguai já foi coletado material biológico, vamos também coletar material de suspeitos aqui. Aqueles suspeitos que não guardarem relação com esse caso do Paraguai serão processados pelo crime (do flagrante) no país. Pelo roubo, furto ou posse do armamento”, disse o secretário de Segurança Pública do Paraná, Wagner Mesquita, na terça-feira (27).

Valores

Três dias após o crime, as autoridades confirmam a recuperação de R$ 4,65 milhões com os suspeitos (em cédulas de reais, dólares e guaranis). Ainda não dizem quanto exatamente foi levado da empresa.

Logo após o crime se estimou em US$ 40 milhões, número que foi ‘revisado’ para US$ 9 milhões. Até a noite de ontem o Ministério Público paraguaio e a própria Prosegur não deram uma estimativa oficial.

Brasileiros no Paraguai

Todos os 15 presos pelo crime são brasileiros e foram detidos no Oeste do Paraná. Alguns têm ligação provável ou comprovada com o PCC (Primeiro Comando da Capital).

Os suspeitos que não foram presos em confronto – três deles morreram em tiroteio com a polícia – acabaram capturados dentro de ônibus, buscando se afastar da região.

A PRF (Polícia Rodoviária Federal) já interceptou suspeitos que tentavam viajar para São Paulo e Rio de Janeiro.

A única ocorrência em território paraguaio foi em Itakyry, vilarejo a 100 km a noroeste de Ciudad del Este. Parte da quadrilha teria sido vista no local, mas a suspeita não se confirmou.

Na madrugada do assalto, o grupo incendiou 15 veículos, rechaçou a polícia com armas de alto poder de fogo e deixou morto um policial paraguaio.

Além do dinheiro, a PF apreendeu 7 fuzis – incluindo um calibre .50, capaz de perfurar aço blindado –, uma pistola, 7kg de explosivos e duas embarcações usadas na fuga.

A PF suspeita que um dos mentores do crime seja o paranaense Luciano Castro. Ele já condenado por assaltos a carro-forte no interior paulista e foragido da Justiça.

Com informações da BandNews FM Curitiba e Metro Jornal Curitiba

 

 

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