Justiça marca data do júri popular de homem que matou namorada com taco de beisebol

Francielly Azevedo


A Justiça marcou para o dia 31 de janeiro de 2019 o júri popular de Anderson Barbosa de Paula, de 39 anos, acusado de matar a então namorada Juliana Silveira Nunes, de 33 anos, com golpes de taco de beisebol. O crime aconteceu em julho do ano passado, em Ponta Grossa, nos Campos Gerais.

Barbosa confessou o crime. Ele responde por homicídio qualificado por motivo torpe, meio cruel e feminicídio.

Foto: Reprodução Facebook

O crime

De acordo com o suspeito, o crime ocorreu por ciúmes, após uma discussão. Ele ainda revelou que a arma usada foi um taco de basebol e depois uma corda. O homicídio ocorreu no bar que o casal possuía em sociedade e onde foi encontrado o corpo da vítima no início da manhã do dia 27 de julho, no bairro Nova Rússia, em Ponta Grossa. A Polícia Militar foi chamada por vizinhos do estabelecimento que teriam ouvido gritos.

Barbosa fugiu de madrugada e foi abordado em Foz do Iguaçu, no Oeste do Paraná, pelo Grupo de Diligências Especiais (GDE), usando o carro da vítima. “Ao sabermos do crime, já imaginamos a possibilidade de fuga. Ele foi preso próximo à Ponte da Amizade. Quando foi abordado, por volta das 11 horas da manhã, demonstrou nervosismo, estava sem documentos e acabou confessando que matou por ciúme”, explicou a delegada do Setor de Homicídios da 13ª Subdivisão Policial (SDP), Tânia Sviercoski, na época da prisão.

O homem admitiu que tentava fugir do flagrante e havia chamado um mototaxista para cruzar para o Paraguai. Na delegacia, o réu contou que as discussões entre o casal estavam frequentes. “Desde que a gente abriu um bar. Ela abriu não para ganhar dinheiro, mas pra curtir. Gosta de um gole, toma um pouco a mais fica dançando com todo mundo. Homem é complicado. Inclusive ontem, o que ela fez comigo, tive de engolir quieto (…) Tivemos uma discussão. Ela pulou em mim com um taco de basebol. Para me defender dei uma dela. Mas estava feita a cagada. (Foi) Tacada de basebol na cabeça e corda no pescoço”, contou o assassino. “Arrependimento bate, mas só eu e Deus sabe o que estava passando”, acrescentou.

Previous ArticleNext Article
Avatar
Jornalista, formada pela Universidade Tuiuti do Paraná. Tem passagens pela TV Educativa, TV Assembleia, TV Transamérica, CATVE, Rádio Iguassu e Folha de Londrina. Atualmente trabalha no Paraná Portal e na Rádio CBN.