Justiça nega pedido do MPF para mandar Reni Pereira ao presídio

Fernando Garcel


O Tribunal Regional Federal da 4ª Região (TRF4) negou o pedido do Ministério Público Federal (MPF) nesta quarta-feira (20) para que o prefeito afastado de Foz do Iguaçu, Reni Pereira, seja encaminhado a um presídio. A decisão, em caráter liminar, foi proferida pelo juiz federal Rodrigo Kravetz, convocado para substituir o desembargador Márcio Rocha, responsável pelo caso.

O Ministério Público Federal havia recorrido da prisão domiciliar, solicitando a prisão preventiva em uma unidade prisional ou, caso indeferida, a utilização de tornozeleira. Os pedidos foram negados pelo magistrado.

Reni Pereira foi preso na 4ª fase da Operação Pecúlio, que investiga fraudes em licitações na prefeitura de Foz, nas áreas de obras e também de saúde com recursos federais do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) e do Sistema Único de Saúde (SUS). Ele acabou detido no último pela Polícia Federal, acusado de chefiar o esquema. A prisão era necessária porque, segundo o delegado Fábio Tamura, o prefeito poderia continuar interferindo no processo e até mesmo operando nas fraudes.

De acordo com o MPF, o tratamento diferenciado dado ao prefeito poderia fazer com que outros presos investigados pedissem o mesmo beneficio, o que “tumultuaria o processo”.

Na decisão que negou o pedido de transferência a uma unidade prisional ou a obrigatoriedade de tornozeleira, a Justiça liberou também a visita de familiares na casa de Reni Pereira, mas com horários restritos. Para o dia 18 de agosto, está marcado, no TRF4, o julgamento do mérito da prisão domiciliar e das medidas cautelares impostas ao prefeito afastado.

Operação Pecúlio

Além do prefeito, mais de 80 pessoas também são réus no processo, entre eles a primeira-dama e deputada estadual Cláudia Pereira (PSC), eles respondem por crimes de peculato, corrupção passiva, corrupção ativa e fraude a licitações. Reni e a esposa são investigados pelo TRF-4 por ter foro privilegiado.

As investigações, reforçadas por meio de escutas telefônicas autorizadas pela Justiça e quebra dos sigilos fiscais e bancários dos envolvidos, apontaram indícios de interferência de gestores do município, de forma direta e indireta, em empresas contratadas para prestação de serviços e realização de obras junto à prefeitura com quantias milionárias de recursos públicos federais como o Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) e outros como o Sistema Único de Saúde (SUS).

Os atos ilícitos também foram comprovados por meio de provas apresentadas por colaboradores que fecharam acordos com o MPF, entre eles o ex-diretor de pavimentação da Secretaria de Obras da Prefeitura, Aires Silva, e os empresários Nilton João Beckers, Vilson Sperfeld, Fernando Bijari e Edson Queiroz Dutra.

Com informações da BandNews FM
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