Justiça ouve padre suspeito de desviar dinheiro de Diocese

Andreza Rossini


A 2º Vara Criminal de Guarapuava, na região central do Paraná, vai ouvir o padre Sércio Catafesta e outros três acusados de desviar até R$ 70 mil em dinheiro da Mitra Diocesana do município. O Ministério Público (MP) também acusa o padre de ameaçar funcionários da igreja que declararam desconfiar do esquema criminoso.

As audiências vão acontecer no dia 13 de setembro. As testemunhas de defesa e de acusação, além dos advogados das partes envolvidas, também serão ouvidos.

De acordo com o MP, um grupo se apropriou de recursos do setor de obras da Mitra Diocesana, entidade responsável pelas construções de Igrejas Católicas na cidade. Os suspeitos teriam apresentado notas frias e superfaturado na prestação de contas. Quatro pessoas foram presas temporariamente, em novembro de 2014, durante a Operação Sacrilégio do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), e respondem pelo crime em liberdade.

O MP aponta que parte dos valores irregulares eram pagos aos envolvidos através da folha de pagamento e o resto “por fora”.

Para o coordenador do Gaeco, Leonir Batisti, o fato de as igrejas serem isentas do pagamento de impostos não tem relação com a fraude na prestação de contas. Também foram expedidos sete mandados de busca e apreensão, cumpridos nas residências dos investigados, no escritório do Setor de Documentação da Mitra e nas dependências de uma empresa, que seria uma das possíveis responsáveis pelas emissões de notas fiscais “frias” durante a operação.

Sacrilégio

A Operação do Gaeco foi deflagrada em novembro de 2014. De acordo com o órgão os desvios aconteceram entre 2013 e 2014. O padre, que era responsável pelo pagamento das obras, teria estruturado o esquema para beneficiar os outros denunciados.

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