Justiça mantém prisão de delegado suspeito de matar esposa e enteada em Curitiba

Após audiência de custódia realizada nesta sexta-feira (6), a Justiça decidiu converter a prisão em flagrante do delegad..

Redação - 06 de março de 2020, 18:02

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Após audiência de custódia realizada nesta sexta-feira (6), a Justiça decidiu converter a prisão em flagrante do delegado Erick Busetti em preventiva. Assim, não há prazo para que ele deixe a cadeia. O policial foi preso suspeito de matar a esposa e a enteada nesta quinta-feira (5), no bairro Atuba, em Curitiba.

O juiz Fernando Bardelli Fischer entendeu que os fatos apurados até o momento indicam a necessidade de que Erick Busetti permaneça preso. Além disso, o magistrado pontuou que a eventual liberdade do delegado representaria riscos à sociedade e à ordem pública.

Em nota, a defesa de Erick Busetti afirmou que a conversão da prisão em flagrante para preventiva foi recebida "com naturalidade".

"A defesa espera agora o desenrolar das investigações, para que novas informações oficiais sejam juntadas ao inquérito policial que investiga esta grande tragédia que arrasou a vida de três famílias", diz a nota assinada pelo advogado Claudio Dalledone Júnior.

DELEGADO MATA MULHER E ENTEADA EM CURITIBA

O caso aconteceu por volta das 23h30 de quarta-feira (4) em um condomínio no bairro Atuba, em Curitiba. Erick Busetti é suspeito de atirar contra Maritza Guimarães de Souza, de 41 anos, e sua filha, Ana Carolina de Souza, de 16 anos. Mãe e filha morreram antes da chegada do Corpo de Bombeiros. Após os disparos, o delegado pegou a filha mais nova do casal, de nove anos, e levou até uma vizinha. Em seguida, pediu para a conhecida ligar para a Polícia Militar.

O Conselho Tutelar foi chamado até o local para conversar com a criança. Em seguida, ela foi entregue para parentes. Os corpos de mãe e filha foram recolhidos pelo IML (Instituto Médico Legal) de Curitiba. Maritza era escrivã da Polícia Civil e Busatti estava lotado na Delegacia do Adolescente.