Justiça prorroga prisão temporária de pai e avó de Eduarda Shigematsu

O delegado Bruno Rocha, responsável pelo inquérito que apura a morte de Eduarda Shigematsu, de 11 anos, pediu a prorroga..

Fernando Garcel - 29 de maio de 2019, 09:31

Foto: Reprodução
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O delegado Bruno Rocha, responsável pelo inquérito que apura a morte de Eduarda Shigematsu, de 11 anos, pediu a prorrogação do prazo para conclusão da investigação. A Justiça atendeu ao pedido e prorrogou a prisão temporária do pai e da avó da menina por mais 30 dias. O corpo foi encontrado enterrado na casa da família, em Rolândia, no Norte do Paraná, em abril.

Corpo de menina desaparecida é encontrado enterrado na casa da família

O principal suspeito, o pai de Eduarda, Ricardo Seide, foi preso em flagrante por ocultação de cadáver. Em depoimento, ele confessou ter enterrado o corpo, mas nega que a tenha matado.

Segundo a polícia, ele afirma que encontrou Eduarda morta dentro da casa que ela morava com a avó paterna. Ela teria, segundo a versão do pai, se enforcado no quarto. A polícia encontrou o corpo de Eduarda, com pés e mãos amarrados e um saco plástico no rosto, após uma denúncia anônima.

“Encontramos uma carta dentro de uma gaveta, supostamente escrita pela Eduarda, contando que ela estava descontente com a relação com a avó. Temos informações que a avó sabia, desde o início que Eduarda estava morta e mesmo assim fez o B.O”, explica o delegado.

Durante as investigações, foram usadas imagens de câmeras de segurança de imóveis próximos. Segundo o delegado, é possível ver que a amenina chegou em casa 11h50 do dia 24 de abril e depois não é possível ver a garota saindo do imóvel.

“O pai sai por volta das 13h30 da casa com o carro. Pouco tempo depois, ele estaciona o veículo na residência onde o corpo foi encontrado. Ele confessou a ocultação do cadáver, mas não confessou o homicídio”, conta o delegado.