Litoral tem apenas dois pontos impróprios para banho; governo desaconselha ida às praias

Redação

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Dois dos 49 locais para banho monitorados no Litoral do Paraná estão impróprios para banho, de acordo com boletim de balneabilidade divulgado nesta sexta-feira (18) pelo Instituto Água e Terra (IAT).

São eles a Ponta da Pita, em Antonina, e o Rio Nhundiaquara, no Largo Lamenha Lins, na cidade de Morretes. 

O boletim também aponta dez rios, canais e galerias considerados permanentemente impróprios para banho no Litoral, independentemente da época do ano. Confira aqui a relação completa dos locais impróprios no Litoral.

Os demais pontos monitorados, que ficam em Guaratuba, Matinhos, Pontal do Paraná e Ilha do Mel, além de Morretes e Antonina, apresentam condições favoráveis para banho e prática de esportes aquáticos.

Ainda conforme o IAT, todos os locais monitorados no interior do estado se encontram próprios para banho.

 

“FIQUE EM CASA”, APELA GOVERNO DO ESTADO

Embora o boletim de balneabilidade indique quase 100% dos pontos favoráveis para banho, o Governo do Estado não aconselha a descida em massa dos paranaenses às praias do estado para a celebração das festas de fim de ano.

O motivo é a recente escalada nos índices da covid-19 no estado, incluíndo nas cidades da faixa litorânea, que está com 100% de ocupação nos leitos exclusivos para tratamento da doença.

Em 2019, Guaratuba, Matinhos e Pontal do Paraná reuniram mais de 2,5 milhões de pessoas durante o Réveillon – número quase dez vezes superior à população dos sete municípios que compõem a 1ª Regional de Saúde (Antonina, Guaraqueçaba, Guaratuba, Matinhos, Morretes, Paranaguá e Pontal do Paraná), que somam 297.934 habitantes.

O Litoral conta com um único hospital para o tratamento da covid-19: o Hospital Regional do Litoral, em Paranaguá.

“Volto a pedir para quem puder ficar em casa. Que as pessoas evitem aglomerações, evitem viajar para as praias do Estado neste período de verão. Estamos fazendo o possível para dar conta, mas sem a ajuda de todos pode ser que os leitos não sejam suficientes. Que falte estrutura para atender a população local e também a itinerante em caso de necessidade extrema”, afirmou o governador do estado, Ratinho Junior.

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