Lockdown só será decretado em Curitiba hoje “se houver catástrofe”, diz secretária

Redação

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A secretária municipal de Saúde, Márcia Huçulak, alegou que o lockdown será decretado em Curitiba nesta sexta-feira (18) apenas em caso de catástrofe. Na tradicional live para apresentar o boletim da Covid-19 na cidade feito ontem, ela disse a prefeitura deve manter a “bandeira laranja” – atualizada no último sábado (12) junto com o decreto 774/2020 – na próxima semana.

“A menos que a gente tenha uma catástrofe com um grande número de casos, o que parece que não é o caso porque a gente monitora entrada de hospitais, vamos permanecer ainda na bandeira laranja. As pessoas estão receosas, temerosas, inseguras, mas vamos informar aqui se a gente realmente perceber que há uma tendência de mudança”, disse Huçulak.

Já que a bandeira do alerta contra o coronavírus é atualizada às sextas-feiras, a tendência é que Curitiba fique sem lockdown por pelo menos mais uma semana. Conforme o boletim da SMS (Secretaria Municipal da Saúde), Curitiba registra 2.543 casos e 97 mortes por coronavírus.

O ritmo de crescimento assustou o governo municipal e estadual. Segundo a infectologista Marion Burger, há chance de não terem mais leitos disponíveis em duas semanas caso a doença siga com essa evolução. Já o governador do Paraná, Ratinho Junior, disse que o vírus atua “de forma mais rápida e forte” em Curitiba.

Contudo, as administrações seguem apostando na conscientização das pessoas em relação às medidas de prevenção, como o uso de máscaras e a higiene das mãos, entre outras.

“Mesmo com os dados dessa semana. A gente alerta da importância das pessoas manterem todos os cuidados que a gente repetidamente”, completou Huçulak.

Vale lembrar que um grupo de empresários lançou um abaixo-assinado para pedir o lockdown em Curitiba. Já são mais de 9,6 mil assinaturas.

GOVERNO DO PARANÁ AVALIA ‘LOCKDOWN REGIONAL’ 

O governo do Paraná estuda um “lockdown regional“, ou seja, determinar o protocolo de acordo com as regiões do Estado que estejam com as situações mais críticas em relação à Covid-19. No entanto, isso só acontecerá se a situação da doença se tornar insustentável.

Isso já foi admitido pelo próprio secretário da Saúde do Paraná, Beto Preto. “Lockdown é bem agressivo e atinge todas as atividades. São 14 dias, não se faz lockdown de dois a três dias, então essa decisão tem de ser tomada com bastante sensibilidade para não afetar efetivamente a região e também cortar a possibilidade da transmissão”, disse o secretário à RPC no início dessa semana.

Também à RPC, Huçulak admitiu a possibilidade e disse que a prefeitura pode segurar o lockdown “se a população ajudar”.

A expectativa é que o governo estadual publique um novo decreto ainda hoje com as medidas regulamentando as atividades durante a pandemia da Covid-19. Após reunião com o governador Ratinho Junior (PSD), o prefeito de Curitiba, Rafael Greca (DEM) e demais prefeitos da Região Metropolitana disseram que vão seguir a orientação do decreto estadual.

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