Macacos mortos encontrados em Castro são encaminhados para análise em Curitiba

Redação

macaco

Os 12 macacos encontrados mortos em Castro, município nos Campos Gerais do Paraná, foram enviados para Curitiba para análise sobre a possibilidade de morte por febre amarela. Cinco deles foram encontrados na segunda-feira (25) e os outros na semana passada.

Todos os animais foram encontrados na zona rural da cidade. As amostras foram recolhidas e encaminhadas para análise do Laboratório Central do Estado do Paraná (Lacen) e o resultado dos exames devem ficar pronto e divulgados nesta semana.

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A secretária de Saúde de Castro diz que durante esse período a vacinação contra febre amarela foi intensificada. De acordo com a prefeitura do município, 240 pessoas foram vacinadas no final de semana. Além disso, nesta segunda (25), cinco equipes visitaram residências na zona rural para imunizar pessoas que não receberam a vacina da febre amarela.

Segundo a Secretaria de Saúde do município, os macacos não são responsáveis pela transmissão da febre amarela para os humanos. A morte dos animais pode auxiliar na identificação da existência do mosquito transmissor da doença, segundo a secretária de saúde Lídia Kravutschke.

“É importante deixar o alerta: o macaco não é transmissor. Ele serve de alerta de que o vírus está circulando. Não matem esses animais”, pede Lídia.

De acordo com o último boletim de febre amarela divulgado pela Secretaria de Saúde do Estado, já são 12 casos confirmados da doença. Os municípios atingidos são Antonina, Morretes, Adrianópolis, Campina Grande do Sul, Curitiba, Piraquara e São José dos Pinhais. Dos pacientes, (91,6%) são do sexo masculino, com idade média de 36 anos, três deles são trabalhadores rurais. Há um óbito confirmado no Paraná por febre amarela, em 6 de março, tendo com residência e local provável de infecção o município de Morretes.

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Funcionários da Secretaria da Saúde seguem fazendo a busca de pessoas que ainda não foram imunizadas e moram em áreas de difícil acesso, além de reforçar as orientações sobre a importância da vacinação em eventos comunitários.

Outra frente de atuação contra o avanço da febre amarela se dá pela intensificação das ações da vigilância das epizootias, ou seja, o controle da doença e morte em macacos. A Secretaria de Saúde tem orientado a população sobre as formas de contágio e reforça que os macacos não transmitem a doença. Os animais servem de alerta para a circulação do vírus, já que nas regiões onde eles aparecem infectados o mosquito transmissor está presente.

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