Homem é preso suspeito de manter a própria mãe em cárcere privado, em Foz do Iguaçu

Angelo Sfair

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Um homem de 27 anos foi preso em flagrante pela PCPR (Polícia Civil do Paraná), suspeito de manter a própria mãe em cárcere privado. Eles vivem em Foz do Iguaçu, na região oeste do Paraná. A casa deles é cercada por muros altos e as janelas estavam forradas com papel alumínio.

A vítima de 52 anos foi encontrada seminua, em uma cama sem lençóis, suja de urina. Ela foi resgatada na segunda-feira (29) e, até esta quarta (1º), ainda estava internada no Hospital Municipal de Foz do Iguaçu.

“A gente recebeu denúncias pelo disque 180 e a mesmo relato veio também do Ministério Público. No local, a equipe se deparou com muros altos e pouca visibilidade, por isso pedidos um mandado de busca e apreensão”, relatou ao Paraná Portal a delegada Mônica Ferracioli.

Com autorização da Justiça, a Polícia Civil entrou na casa, no bairro Morumbi, e realizou o flagrante. Encontraram a casa muito bagunçada, com sujeira em vários cômodos e um cheiro forte de urina.

A vítima não tem histórico de doenças mentais ou limitações. A mão também tinha hematomas no rosto. “Ela mal conseguia falar. O Siate foi chamado para o resgate e a levou imediatamente para o hospital, onde ainda se encontra internada”, disse a delegada.

O homem de 27 anos foi preso em flagrante, embora negue que tenha mantido a mãe em cárcere privado. À Polícia Civil, ele contou que a família é natural de Pernambuco, e que o isolamento é uma característica familiar. O preso alega que estuda medicina no Paraguai.

A versão é frágil, de acordo com a polícia. O que chama a atenção, além do estado em que a vítima foi encontrada e a manutenção precária da casa, é o fato de que as janelas estavam forradas com papel alumínio. “Como se pretendesse esconder algo de quem passa pela rua”, relata Mônica Ferracioli.

Vizinhos ouvidos pelos investigadores relataram que a mulher não era vista havia, pelo menos, três meses. O sumiço repentino levou às denúncias anônimas.

As investigações, quando concluídas, podem levar ao indiciamento do homem por cárcere privado. A PCPR também apura se houve outros crimes. A mãe será ouvida após receber alta do Hospital Municipal de Foz do Iguaçu.

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