Magó será homenageada com denominação em jardinete em Curitiba

Redação

Câmara Municipal de Curitiba - homenagem a Magó

O enfrentamento a violência contra as mulheres foi foco das discussões da CMC (Câmara Municipal de Curitiba) nesta terça-feira. De forma unânime, foi aprovado em primeiro turno a denominação de jardinete no bairro Fazendinha com o nome de Maria Glória Poltronieri Borges, a Magó, vítima de feminicídio em Mandaguari, região norte do Paraná.

Magó era bailarina, produtora de dança e de teatro, sendo estrangulada e estuprada em uma cachoeira de Mandaguari. O projeto para homenagear Magó é de autoria da vereadora Maria Leticia (PV) e entrou na pauta da CMC em regime de urgência.

“É uma homenagem simbólica à Magó, mas sobretudo é uma forma da gente continuar enfrentando a violência covarde, desumana, contra todas as mulheres. Estamos vivendo uma crise ímpar do crime contra a mulher, com o jardinete podendo ser um símbolo de luta e resistência”, pontuou Maria Leticia.

Em sua justificativa para o projeto, a vereadora colocou que no Paraná registrou, nos primeiros meses de 2020, 47 casos. Em 2018 e 2019, foram investigados, respectivamente, 168 e 177 assassinatos de mulheres. “Em Curitiba, entre 2018 e 2019, foram 19 crimes investigados em cada ano. Já em 2020, só nos primeiros meses, já foram investigados 7 casos de feminicídio na cidade”, finalizou.

Diversos parlamentares reforçaram a necessidade do enfrentamento a violência contra as mulheres, em uma sessão plenária contou com a presença de Maurício Borges, pai de Magó. “Ainda temos que avançar muito. Há sempre a culpabilização da mulher ou da família da mulher. Ninguém questiona o porquê da violência contra a mulher, por que existem ainda agressores, homens que estupram, que matam”, declarou a vereadora Professora Josete (PT).

A procuradora da Mulher na CMC, Julieta Reis (DEM), defendeu um trabalho em conjunto entre as Procuradorias da Mulher dos Legislativos municipal e estadual para uma atuação em sintonia com as redes de proteção à mulher.

LEI SALETE TAMBÉM EM PAUTA

Mas Magó não foi a única mulher homenageada na sessão. Os vereadores Professor Euler (PSD) e Rogério Campos (PSC) entregaram votos de congratulações e louvor para a motorista do transporte coletivo da capital Salete Romeire Kintope.

Motorista há 15 anos em Curitiba, Salete recusou a seguir viagem e manteve o ônibus parado no Terminal Campina do Siqueira enquanto diversos passageiros sentados não cedessem seus lugares para idosos que estavam em pé.

O caso foi compartilhado por Bárbara Christiane de Andrade, auxiliar de enfermagem e passageira do ônibus que filmou a atitude de Salete.

Professor Euler ainda relembrou que está em tramitação na CMC um projeto do vereador licenciado Helio Wirbiski (Cidadania), para que todos os assentos dos ônibus sejam preferenciais para idosos, gestantes, pessoas com deficiência ou com crianças de colo. O vereador sugeriu que quando aprovado, o projeto receba o nome de Lei Salete.

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