Maioria dos museus de Curitiba tem pendências na regularização com Corpo de Bombeiros

Francielly Azevedo - CBN Curitiba


Depois do incêndio que destruiu o Museu Nacional, da Quinta da Boa Vista, no Rio de Janeiro, o Corpo de Bombeiros do Paraná iniciou um diagnóstico dos museus em Curitiba. Segundo os dados da Secretaria Estadual de Cultura, o Paraná tem atualmente 313 museus, destes 40% estão em Curitiba.

Aqui na capital paranaense, seis museus estão com regularização pendente. Mas a situação é ainda mais preocupante, já que esses são os que pediram a vistoria, a grande maioria nem solicitou a visita do Corpo de Bombeiros.

O Major Leonardo Mendes explica que ainda não é possível determinar qual a situação atual dos museus paranaenses, já que os dados ainda estão sendo levantados.

“Alguns museus aqui de Curitiba não estão regularizados, cadastrados no corpo de bombeiros. Alguns desses museus estão fechados para a reforma e nós temos alguns museus que ainda não atingiram 100% da nossa norma, ou seja, não são totalmente seguros na parte de prevenção contra incêndio quanto na parte de evacuação rápida do prédio”, afirmou.

A última vez que foi realizado um levantamento deste tipo foi em 2013. Na época, cinco museus não seguiam as regras e orientações estabelecidas pelos Bombeiros: Museu Oscar Niemeyer, Museu de Arte Contemporânea, Museu Paranaense, Museu Alfredo Andersen e Museu do Expedicionário.

O major do Corpo de Bombeiros destaca que as vistorias são feitas sob demanda, após a corporação ser solicitada.

“O corpo de bombeiros parte da premissa de proteção a vida, no segundo a proteção do meio ambiente e por terceiro de proteção ao patrimônio. Verificamos as condições de segurança das edificações e o ideal é que elas fossem anuais, mas elas funcionam sob demanda ou pela necessidade de alvará ou pela denúncia realizada por situação de insegurança verificada por um visitante”, disse.

Entre os pontos vistoriados estão a existência de saídas de emergência e de ferramentas de combate ao fogo em caso de incêndios.

“Num primeiro momento nós damos muita atenção para a saída de emergência, esse é o primeiro ponto, a saída do visitante. No segundo momento nós analisamos a parte de segurança contra incêndio: hidrantes, extintores, redes de gás limpo (CO2) que pudessem extinguir o fogo e não deixar o patrimônio ser danificado pela água”, explicou.

O incêndio do Museu Nacional teve início no começo da noite de domingo e durou mais de seis horas. O edifício foi completamente destruído. O local tinha um acervo de 20 milhões de peças.

OUTRO LADO

A Rádio CBN Curitiba entrou em contato com a Fundação Cultural de Curitiba, que é responsável pelo Museu Municipal de Arte (MUMA) e Solar do Barão, e aguarda retorno.

Por meio de Nota, a Secretaria da Cultura do Estado do Paraná (SEEC) informou que é responsável pela administração e manutenção do Museu da Imagem e do Som do Paraná (MIS-PR), Museu Alfredo Andersen, Museu Arte Contemporânea, Museu Oscar Niemeyer, Museu Paranaense e apoia o Museu do Expedicionário, administrado pela Legião Paranaense do Expedicionário.

A secretaria disse que tem investido em reformas e melhorias nos museus mantidos por ela. Já foram investidos e autorizados investimentos na ordem de R$ 9,3 milhões em obras nos principais Museus do Estado.

Segundo a SEEC, nos últimos anos, passaram por reforma o Museu da Imagem e do Som do Paraná (MIS-PR) e o Museu Paranaense (MP). Já o Museu Alfredo Andersen (MAA) atualmente passa por modernização do espaço, mas está em fase de licitação o projeto de conversação e restauro.

Confira a nota na íntegra:

A Secretaria da Cultura do Estado do Paraná (SEEC) é responsável pela administração e manutenção do Museu da Imagem e do Som do Paraná (MIS-PR), Museu Alfredo Andersen, Museu Arte Contemporânea, Museu Oscar Niemeyer, Museu Paranaense e apoia o Museu do Expedicionário, administrado pela Legião Paranaense do Expedicionário.

A SEEC tem investido em reformas e melhorias nos museus mantidos por ela. Já foram investidos e autorizados investimentos na ordem de R$ 9,3 milhões em obras nos principais Museus do Estado.

Nos últimos anos, passaram por reforma o Museu da Imagem e do Som do Paraná (MIS-PR) e o Museu Paranaense (MP). Já o Museu Alfredo Andersen (MAA) atualmente passa por modernização do espaço, mas está em fase de licitação o projeto de conversação e restauro.

Despesas de custeio nos museus administrados pela SEEC, de Janeiro a agosto de 2018:

Museu Oscar Niemeyer  – R$5,194 milhões

Museu Paranaense – R$1,362 milhões

Museu Alfredo Andersen – R$ 352 mil

Museu de Arte Contemporânea – R$ 552 mil

Museu da Imagem e do Som – R$ 325 mil

Obras de reforma e restauro

Museu de Arte Contemporânea do Paraná

O Museu de Arte Contemporânea (MAC) passa por fase final de licitação das obras (abertura dos envelopes no dia 12/09) de reforma e restauro de toda a sua estrutura física e vai ser fechado no próximo dia 10. Todo o complexo de prédios que inclui uma construção eclética, tombada pelo patrimônio histórico cultural do Paraná, e uma Unidade de Interesse de Preservação, vai receber obras. Todo o acervo foi transferido e está acondicionado na reserva técnica do Museu Oscar Niemeyer desde fevereiro de 2018.

O projeto foi elaborado por técnicos e aprovado pelo Conselho do Patrimônio Histórico e Artístico do Estado. Foram investidos R$300 mil no projeto do MAC e serão investido R$ 5,8 milhões nas obras.

Museu da Imagem e do SOM (MIS – PR)

Entregue em 2016, o Palácio da Liberdade, sede original do Museu da Imagem e do Som do Paraná (MIS-PR) foi totalmente revitalizado. O investimento total nas obras de restauro, reforma e readequação foram de R$ 2.163.249,08, com recursos próprios da SEEC. As obras incluíram o reforço estrutural das fundações do edifício, a recuperação da cobertura, reforço em concreto para paredes externas e internas. A segunda etapa incluiu obras de recuperação de forros e pisos, das pinturas murais, além de novas instalações elétricas, hidráulicas, lógicas e sanitárias. Os sistemas de segurança e monitoramento, adequação ao novo uso com salas de exposição e pequeno auditório e pintura total do edifício também fizeram parte desta etapa. Já em 2015 foi realizado todo o projeto de iluminação e adaptação dos espaços de trabalho, com pontos de internet, energia e telefone.

Museu Paranaense (MP)

O Museu Paranaense, um dos mais importantes do Estado, passa constantemente por obras de melhoria. A mais significativa foi a reforma do anexo em 2018. Com a obra, todos os vidros foram substituídos por versões mais adequadas, com película de proteção solar, o que evita a absorção de calor. O desenho original foi mantido. Foram feitas também obras de melhorias na acessibilidade, como construção de rampas, corrimão, instalação de piso podotátil, além de reformas nos banheiros, elevadores e sistema de ar condicionado. Houve também a troca de piso que era inflamável, sinalização de todo o espaço e adequação de todas as exigências de segurança.

Foram investidos 222 mil reais e a obra foi entregue em abril de 2018.

Museu Alfredo Andersen (MAA)

Atualmente, o MAA está fechado para obras de modernização do prédio e das salas de exposição. Também está em fase de licitação o projeto de reforma e restauro da sede do MAA, edificação tombada pelo patrimônio histórico e cultural do estado do Paraná. A obra em andamento e o projeto de reforma e restauro tem um custo de aproximadamente R$ 850 mil. 

De acordo com a Fundação Cultural, o MUMA foi reaberto em 2012, após ampla reforma e conta com uma reserva técnica com porta corta-fogo, que abriga o seu acervo artístico. As salas recebem exposições temporárias de artistas diversos e mostras de obras do acervo. O MUMA integra o programa permanente de recuperação dos espaços da instituição e está em fase de ampliação da reserva técnica.

O Museu da Gravura Cidade de Curitiba, localizado no Solar do Barão, tem previsão de restauro a partir de 2019.

Com relação à salvaguarda dos acervos sob a responsabilidade da FCC, a instituição adota permanentemente medidas preventivas para preservação do patrimônio cultural da cidade, como:

Cursos de Brigada de Incêndio. Em 2018 já foi realizado um no primeiro semestre e outra turma deverá ser atendida em breve.

Manutenção de hidrantes, extintores e avaliação das instalações elétricas e hidráulicas dos espaços, com reparos quando necessários.

Digitalização permanente dos acervos artísticos e documentais, além de catalogação no sistema Pergamum Museus, que estará disponível para consulta do público em breve.
Investimentos em manutenção. De 01.01.2017 a 31.08.2018 a FCC investiu R$ 1.776.917,86 em manutenção de espaços culturais sob sua responsabilidade.

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