Mais de 30 empresas são vítimas de grupo de estelionatários no Paraná e São Paulo

Lorena Pelanda

Pelo menos 30 empresas foram vítimas de uma quadrilha de estelionatários no Paraná e em São Paulo. Os prejuízos passam de mais de R$ 8 milhões.

Para combater esse tipo de crime, empresas e residências são alvos de uma operação deflagrada nesta terça-feira (25) em Curitiba, Foz do Iguaçu, Cascavel e São Paulo.

A ação é comandada pela Polícia Civil do Paraná, que cumpre mandados de busca e apreensão nessas cidades. Os mandados foram concedidos pela Justiça Estadual e têm como alvo empresas e residências ligadas a um grupo criminoso que deu um golpe milionário em março deste ano. A prisão preventiva de Khaled Ahmad Wahab, chefe da quadrilha, foi decretada pela Justiça Estadual e ele está foragido no Líbano. O bloqueio de bens e ativos do grupo criminoso também foi decretado.

De acordo com a polícia, o grupo é chefiado por Waha. Ele criou uma pessoa jurídica para obter crédito junto a fornecedores de alimento, vestuário, alumínio, produtos de beleza, eletroeletrônicos, entre outros, no intuito de fraudar essas empresas e revender essa mercadoria abaixo do preço do mercado. A ação dos suspeitos durou cerca de cinco meses.

Wahab se identificava pelo nome de “Armando” e era a pessoa responsável pela aquisição das mercadorias, que foram encaminhadas para outras empresas nas cidades de Cascavel, Foz do Iguaçu, Curitiba e São Paulo, onde os agentes criminosos conseguiam finalizar a prática criminosa e obter a vantagem indevida.

Esse tipo de fraude mercantil é chamada de “B2B – Business to business” ou popularmente “Golpe da arara”. A aplicação do golpe causa um grande prejuízo financeiro para as empresas lesadas, que acabam alienando mercadorias com um alto valor agregado. Nesse tipo de crime as pessoas jurídicas são criadas especialmente para dar golpes em seus fornecedores.

Segundo o delegado responsável pela investigação, Leonardo Bueno Carneiro, o uso de laranjas, como nesse caso, é bem comum. “Os estelionatários se aproveitam de pessoas humildes que cedem seus documentos em troca de pagamento de quantias modestas, essas pessoas passam a integrar o quadro social e, no caso de empresas adquiridas, favorecem a alteração da razão social e do ramo de atividade da empresa”, explica.

Com informações da Polícia Civil/Paraná

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Lorena Pelanda
Coordenadora de jornalismo da rádio BandNews FM Curitiba