Manifestantes queimam bandeira do Brasil e vandalizam no Centro Cívico de Curitiba

Vinicius Cordeiro

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Uma manifestação com pelo menos mil pessoas causou estragos em Curitiba na noite desta segunda-feira (1). No Palácio Iguaçu, sede do governo do Paraná, manifestantes arrancaram e queimaram a bandeira do Brasil, que fica hasteada a 30 metros de altura, e também picharam um dos muros em frente ao Palácio. Depois, parte das pessoas seguiram rumo ao Centro e destruíram vidros de tubos de ônibus, do Fórum Cível, do Shopping Mueller e de agências bancárias.

Três policias militares fazem a proteção da porta principal do Palácio Iguaçu durante a ação e solicitaram reforço no local. O Paraná Portal obteve informação que 20 viaturas foram atrás do grupo. A tropa de choque também foi acionada e entrou em confronto com manifestantes no Centro da cidade.

O ato conta com a presença da Antifa, síncope da palavra “antifascistas”. Além do quebra quebra e pichações, alguns manifestantes ainda cogitaram retirar a bandeira do Paraná, que fica hasteada ao lado da bandeira do Brasil, mas desistiram da ideia.

Na Avenida Cândido de Abreu, agências do Bradesco, da Caixa Econômica e do Itaú foram tiveram vidros quebrados.

Pichação em muro na frente do Palácio Iguaçu. (Geraldo Bubniak / AGB)

MANIFESTAÇÃO EM CURITIBA É INSPIRADA EM PROTESTO DOS ESTADOS UNIDOS

Visão aérea da manifestação no Centro Cívico, em Curitiba. (Geraldo Bubniak / AGB)

Convocado pelas redes sociais, o ato teve início na Praça Santos Andrade, em frente ao prédio histórico da UFPR (Universidade Federal do Paraná). Após a concentração de pessoas, centenas de manifestantes caminharam por cerca de dois quilômetros rumo ao Palácio Iguaçu, no Centro Cívico.

“Vidas negras importam. Queremos o fim das operações policiais violentas na favela”, dizia um dos convites, que contava com fotos de negros assassinados, como George Floyd, assassinado brutalmente por um policial nos EUA na semana passada, e João Pedro, de 14 anos, morto com um tiro na barriga durante uma operação policial no Rio de Janeiro.

Durante a concentração no Centro, vários cantos contra o presidente Jair Bolsonaro foram entoados. Além disso, eles também gritavam pelo fim da Polícia Militar.

Ontem (31), uma carreata de bolsonaristas disparou contra ministros do STF (Supremo Tribunal Federal) e o ex-ministro Sergio Moro.

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