Marco das Três Fronteiras reabre com ares históricos

Narley Resende


Rafael Neves, Metro Jornal Curitiba

O Marco das Três Fronteiras, ponto turístico em Foz do Iguaçu de onde se vê a Argentina e o Paraguai, foi reaberto ontem (21) em definitivo para visitação após 14 meses.

Inaugurada em 1903, a atração começou a passar por reformas em outubro de 2015, após ser assumida pelo Grupo Cataratas.

A empresa venceu a concessão para administrar o local e afirma que investirá, no total, R$ 27 milhões em melhorias. As novidades do espaço foram apresentadas em uma solenidade na última terça.

O local passa a contar com um show de luzes e águas, um parque infantil, o restaurante Cabeza de Vaca – alusão ao explorador espanhol Álvar Núñez Cabeza de Vaca, que descobriu as Cataratas em 1542 – e a arquitetura inspirada nas reduções jesuíticas, povoados fundados pelos padres a partir do século XVI.

Tanto o portal de entrada quanto as estruturas internas do espaço de 700 metros quadrados fazem referência às missões jesuíticas. A história da região é contada no Memorial Cabeza de Vaca, pequeno museu que integra o complexo. A área dos mirantes, de onde há uma vista privilegiada do pôr-do-sol, também foi ampliada.

Referência aos jesuítas era ideia antiga

Segundo a prefeitura, a alusão às missões jesuíticas no Marco das Três Fronteiras nasceu de uma “irmandade” entre Foz e a cidade de Jerez de La Frontera, na Espanha, onde nasceu o explorador Cabeza de Vaca.

“Essa irmandade, na época, buscava exatamente a construção deste local com uma estrutura homenageando as missões, pelo envolvimento dos espanhóis através dos jesuítas para o trabalho com os guaranis”, explica Felipe Gonzalez, presidente do Conselho Municipal de Turismo de Foz do Iguaçu.

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