Maringá descarta 1º caso suspeito de varíola dos macacos

No total, o Paraná soma 10 casos confirmados da varíola dos macacos - todos em Curitiba. Maringá ainda tem dois casos suspeitos.

Redação - 19 de julho de 2022, 16:17

(Aldemir de Moraes/PMM)
(Aldemir de Moraes/PMM)

O primeiro caso suspeito de varíola dos macacos (monkeypox) registrado em Maringá, de uma mulher entre 20 e 30 anos, foi descartado após exames laboratoriais, de acordo com a prefeitura.

O resultado negativo foi apresentado ontem, mas há outros dois casos suspeitos em investigação.

Um homem entre 30 e 40 anos, que apresentou sintomas compatíveis com a doença, foi atendido na UPA Zona Sul. Já outro rapaz, entre 20 e 30 anos, também apresentou sintomas e foi atendido na UPA Zona Norte. Ambos têm histórico de viagem, estão estáveis e em isolamento domiciliar, sendo monitorados pela equipe de saúde.

Desde o início do mês, a Secretaria Municipal de Saúde de Maringá faz treinamento de capacitação para mais de 200 profissionais da saúde, entre médicos e enfermeiros, visando atuação na detecção e diagnóstico precoce da doença. 

PARANÁ TEM 10 CASOS CONFIRMADOS

A Sesa (Secretaria de Estado da Saúde) confirmou ontem mais quatro casos da varíola dos macacos. Agora, o Estado soma 10 casos, todos eles em Curitiba. 

Os pacientes são homens, com idades que variam entre 25 e 38 anos. Ao todo, 10 suspeitas de varíola dos macacos são monitoradas no Paraná. Sete em Curitiba, uma em Foz do Iguaçu, uma em Londrina e uma em Umuarama. Os dois casos de Maringá ainda não estão na listagem da Sesa.

As amostras foram coletadas e encaminhadas ao Lacen-PR (Laboratório Central do Estado). De acordo com a Sesa, todas as pessoas acima, ou com suspeita ou com caso confirmado, têm histórico recente de viagens ou tiveram contato com quem teve diagnóstico positivo para a doença.

VARÍOLA DOS MACACOS

A varíola dos macacos, causada pelo vírus monkeypox, é uma doença viral cuja transmissão humana acontece por meio de contato com lesões de pele de pessoas infectadas ou objetos recentemente contaminados.

A infecção causa erupções que geralmente se desenvolvem pelo rosto e depois se espalham para outras partes do corpo. Os principais sintomas envolvem febre, dor de cabeça, dores musculares, dores nas costas, linfadenopatia, calafrios e fadiga.