Maternidade ainda restringe carreira das mulheres, mas existem mudanças

Redação


Apesar dos direitos conquistados pelas mulheres no mercado de trabalho, a maternidade ainda é um fator que atrapalha veladamente a ascensão na carreira. Da entrevista de emprego às oportunidades de promoção, o questionamento sobre o desejo de engravidar costuma ser recorrente por parte das empresas, mesmo sendo uma prática discriminatória e, portanto, ilegal.

Após a confirmação da gravidez, pelas leis trabalhistas brasileiras, a gestante tem estabilidade até cinco meses depois do parto. Além disso, tem o direito garantido a uma licença de 120 dias. Mesmo que esse benefício seja pago pela previdência social, muitas vezes, o empregador precisa contratar um substituto para suprir a falta da gestante, gerando custos.

A professora de direito do trabalho da PUC (Pontifícia Universidade Católica) de Minas Gerais Maria Cecília Máximo Teodoro explica que esse benefício concedido somente à mulher acaba desprotegendo sua condição no mercado.

Como o homem fica apenas cinco dias corridos fora do trabalho, comparando a situação com a licença paternidade, não implica em praticamente nenhum prejuízo para a empresa. “Assim, é natural que ao escolher o trabalhador o empresário ou a empresa acabe optando pelo homem”, diz.

Maria Cecília diz acreditar que a solução seria equiparar a licença paternidade à maternidade, também conferindo estabilidade ao homem durante todo o período que a mulher ou companheira estivesse grávida. Desse modo, ambos os sexos teriam o mesmo custo no mercado, evitando que a mulher ficasse em desvantagem.

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