Médica da rede pública é demitida por ter empregos no mesmo turno

Narley Resende


Uma médica plantonista de Londrina, Norte do Paraná, foi demitida nesta semana por “abandono de cargo”. O motivo, segundo a Prefeitura, foi o excesso de faltas injustificadas da profissional.

Em dois anos, ela esteve ausente em 92 plantões, quanto o limite máximo é de 60 faltas interpoladas ao longo de 12 meses. A decisão foi publicada no edital da Corregedoria-Geral do Município e deve sair em Diário Oficial nos próximos dias. O nome da médica não foi informado pela prefeitura.

Segundo o corregedor-geral do município, Alexandre Trannin, ela atuava em outros hospitais da região e não conseguia estar em diferentes locais ao mesmo tempo, mas nunca tentou cometer qualquer tipo de fraude.

A Secretaria de Saúde de Londrina foi informada da demissão e a profissional já está fora das atividades. A médica não pode mais prestar concurso público em Londrina. A decisão resulta de um Processo Administrativo Disciplinar e é em última instância, então não cabe mais recurso.

Trannin afirma ainda que a Corregedoria-Geral investiga aproximadamente 65 outras denúncias contra médicos.

Um levantamento feito pela Corregedoria-Geral de Londrina mostra que os 440 médicos da rede municipal de Saúde faltaram sete mil dias de trabalho em 2015 por motivo de doença.

Neste ano, de janeiro a março, mais 1.500 atestados foram apresentados pelos profissionais. A pesquisa, no entanto, engloba todas as licenças, inclusive as de maternidade e outras com prazos maiores.

Por enquanto, as evidências revelam que dois médicos usaram, de fato, atestados falsos para se ausentar dos plantões na rede pública e trabalhar em outros locais.

Os profissionais respondem a Processos Administrativos e também podem ser demitidos. Além disso, os dados são encaminhados ao Ministério Público do Paraná para que a investigação seja conduzida em outras esferas.

Os plantonistas do município recebem R$ 10 mil de salário. Quando um deles apresenta atestado, recebe os vencimentos normalmente, mas a Prefeitura acaba tendo que pagar horas-extras aos outros médicos, sobrecarregando assim o custo da Saúde na cidade.

(Com informações da BandNews FM Curitiba)

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