Médico é agredido por conhecidos após defender medidas de restrição no Paraná

Redação

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O médico infectologista José Eduardo Panini relatou ter sido agredido em Toledo, na região oeste do Paraná, após o governo estadual ter decretado medidas mais restritivas no combate à covid-19.

O decreto, que vale desde sábado, prevê o fechamento de todas as atividades não essenciais e a proibição de circulação de pessoas entre 20h e 5h. As normas seguem até o dia 8 de março.

“A resposta que me foi dada foram chutes e socos, enquanto um me segurava o outro me agredia. Enfim pessoas assim que ajudaram situação chegar onde está”, desabafou ele no Instagram com uma foto que mostra ferimentos.

Mesmo com o olho roxo e a boca inchada, o médico ainda mantém as esperanças nos profissionais da Saúde e na vacina para que o país possa superar a pandemia.

“O desânimo não vem! E junto com eles temos muita coisa boa, progresso, vacinas e tudo que vai fazer sairmos dessa pandemia! E aos trabalhadores da saúde muita força”, completou ele.

O Simepar (Sindicato dos Médicos no Estado do Paraná) afirmou que repudia as agressões relatadas pelo médico infectologista e que agressões físicas não são justificáveis sob nenhum pretexto.

“Agressões físicas não são justificáveis sob nenhum pretexto, mas ao serem desferidas como resposta a uma evidência científica de saúde pública, elas se tornam ainda mais absurdas.

A politização da pandemia está levando dezenas de milhares de brasileiros à morte. O sistema de saúde no Estado do Paraná está em colapso como em diversos estados do Brasil. Mais do que nunca, é necessário que se ouça o que recomendam os médicos e a ciência.

Toda solidariedade ao Dr. José Eduardo Mainart Panini e a todos os/as profissionais de saúde que estão na linha de frente, fazendo de tudo para salvar vidas. Não há economia sem pessoas. A economia se recupera, vidas perdidas não.”

COVID-19 NO PARANÁ

De acordo com o último boletim estadual, o Paraná acumula 642.425 casos confirmados e 11.581 mortos por coronavírus. A situação é crítica por conta do colapso iminente do sistema de Saúde vivido desde a semana passada.

96% das UTIs da rede pública estão ocupadas. As regiões Oeste, que engloba Foz do Iguaçu, e Leste, que abrange Curitiba e litoral, têm os piores índices, com 98% e 97%, respectivamente. No interior, a prefeitura de Cianorte já teve que pedir empréstimos de cilindros de oxigênio. Já em Cascavel, um hospital pediu equipamentos ao zoológico da cidade.

Em relação às vacinas, o Paraná já aplicou 396.049 doses, sendo 297.611 da primeira aplicação e 98.438 da segunda dose contra até a manhã da última sexta-feira, 26 de fevereiro. Portanto, 297.611 paranaenses já foram vacinados, sendo a maioria profissionais da Saúde. Ao todo, o Estado recebeu 706.200 doses do Ministério da Saúde.

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