Médico agredido por paciente está com medo de contaminação do novo coronavírus

Mirian Villa

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O médico Igor Kazuo Onaka, que foi agredido por um paciente com suspeita de coronavírus na UPA do Sítio Cercado, em Curitiba, afirmou estar preocupado com uma possível contaminação pelo vírus.

No vídeo divulgado na noite de ontem (8), Onaka relatou que o paciente estava muito agressivo e, quando foi informado que teria um leito para ele em um hospital, ficou fora de si.

Primeiro, arrancou o acesso venoso e a máscara de isolamento que usava.  Em seguida, golpeou o médico com um soco no rosto.

Apesar da agilidade dos Guardas Municipais, o homem espalhou sangue e saliva na equipe médica.

“O paciente já havia espirrado sangue para todo lado, sangue dele. Ele me agrediu, puxou as máscaras dos técnicos de enfermagem e da Guarda Municipal (…) o que me preocupa, se ele realmente for confirmado um caso de infecção pela Covid-19, é ele ter contaminado a mim e todo restante da equipe.”

O médico registrou um Boletim de Ocorrência e foi até um hospital. Ele afirmou estar com dores, mas que não sofreu nenhuma fratura no rosto por conta do golpe.

Assista abaixo o depoimento na íntegra!

SECRETARIA DIZ QUE PACIENTE QUE AGREDIU MÉDICO SOFRE COM TRANSTORNO MENTAL

A Secretaria Municipal da Saúde ainda lamentou o episódio e informo que o paciente, de 40 anos, tem histórico de transtorno mental.

Ele deu entrada na manhã desta quarta-feira (8) com quadro de sintomas respiratórios, entre eles, dificuldade para respirar. Segundo ata, o paciente estava aguardando leito na UPA após ter tido uma amostra coletada para o exame da Covid-19.

Ao ser informado que uma vaga estava disponível no Hospital Evangélico e que iria ser transferido, ele se irritou e disse que “não iria para lugar nenhum”.

Neste momento, uma das enfermeiras pediu a ajuda para o médico Igor Kazuo Onaka e a agressão aconteceu.

“A SMS e a Feas repudiam a agressão ao médico, se solidarizam com a vítima e lamentam a tentativa da entidade [SIMEPAR] que representa os médicos de relacionar a violência à suposta falta de EPIs”, divulgou.

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