Médico investigado por cobrar pacientes para furar fila do SUS é afastado

Fernando Garcel


A Justiça determinou o afastamento e suspensão das atividades de um médico ortopedista de Campo Largo, na Região Metropolitana de Curitiba, denunciado pelo Ministério Público do Paraná no âmbito da Operação Mustela, que apura o envolvimento de agentes públicos e profissionais da saúde em uma organização criminosa que cobrava pacientes do Sistema Único de Saúde (SUS) para furar a fila de prioridades.

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A decisão judicial determinou ainda que outras três pessoas denunciadas pelas práticas criminosas – entre elas, um vereador de Bandeirantes que atuava na intermediação das tratativas – não mantenham qualquer tipo de contato com pessoas identificadas no processo como vítimas das cobranças indevidas.

Ao afastar das funções o médico, que atua na área de Ortopedia, a Justiça destaca que o não cumprimento da decisão pode acarretar a imediata decretação de sua prisão preventiva. Os quatro são denunciados pelo crime de concussão.

A investigação do Ministério Público do Paraná sobre a organização criminosa ocorre desde 2017. Os promotores identificaram que a organização criminosa também atuava em outros municípios.

A partir de depoimentos de vítimas e informações obtidas por meio de quebra de sigilos telefônicos, a operação foi deflagrada em dezembro de 2018, com o apoio do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), com o cumprimento de mandados de buscas e apreensão e de prisão temporária contra alguns envolvidos.

Novos mandados de busca e apreensão

Na manhã desta quinta-feira (30), o Gaeco cumpriu mais quatro mandados de busca e apreensão no âmbito da operação. Os agentes cumpriram os mandados em Curitiba e em Campo Largo. Foram apreendidos documentos, valores em dinheiro e aparelhos de telefone celular.

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