Médico-legista é demitido do IML por falsa perícia no caso Renata Muggiati

Cristina Seciuk - CBN Curitiba

O médico legista Daniel Colman teve a sua demissão do Instituto Médico Legal confirmada pelo governo do estado nessa sexta-feira (08). O desligamento do servidor dos quadros do funcionalismo foi oficializado em um decreto assinado pela governadora Cida Borghetti e publicado no diário oficial.

O agora ex-servidor foi o primeiro médico a fazer a perícia no corpo da fisiculturista Renata Muggiati, morta em 2015, e foi acusado de produzir um laudo falso sobre a causa da morte da jovem.

Colman foi demitido, conforme o texto publicado no Diário Oficial do Estado do Paraná, por ter agido em desacordo “ao omitir informações de grande importância na elaboração do Laudo de Exame de Necropsia n.º 1888/2015-HCPF e que levaram à falsa conclusão quanto à causa mortis da vítima.” A conduta, conforme o decreto, corresponde na esfera penal ao crime de falso testemunho ou falsa perícia.

Daniel Colman já estava afastado das funções desde abril quando a delegada Aline Manzatto, da Divisão de Homicídios e Proteção à Pessoa da Polícia Civil, fez as acusações sobre a perícia durante um depoimento.  Depois disso foi aberto processo administrativo disciplinar. No relatório conclusivo, o entendimento foi de que Colman teria indicado no laudo que a fisiculturista teria cometido suicídio ao se jogar do 31º andar do edifício em que morava, no entanto, uma segunda análise do IML mostrou que a jovem foi asfixiada antes da queda.

Ouvido pela CBN Curitiba recentemente, o advogado do médico-legista negou qualquer falsidade nos laudos feitos pelo cliente. Conforme o responsável pela defesa de Daniel Colman, o laudo produzido por ele determinava a causa médica da morte e não suas circunstâncias. No documento produzido pelo legista aponta-se esmagamento de crânio, compatível com a queda.

O advogado já havia afirmado que a defesa entraria na Justiça contra uma possível exoneração, agora confirmada.

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