Estudante relata perseguição a brasileiros após mega-assalto no Paraguai

Narley Resende


Brasileiros que estudam no Paraguai estariam sendo alvo de revistas e interrogatórios em Ciudad del Este, após o assalto milionário à transportadora de valores Prosegur na madrugada desta segunda-feira (24). A imprensa local mencionou que os assaltantes seriam brasileiros membros de organização criminosa que atua em presídios. Entretanto, ainda não há confirmação oficial. Por causa do assalto, as aulas foram suspensas em Ciudad del Este.

Em entrevista à rádio Bandeirantes, uma estudante brasileira de medicina da Universidad Internacional Tres Fronteras (Uninter), que pediu para não ser identificada, relata que há temor de perseguição a brasileiros.

“Nesse momento, parece que os brasileiros estão sofrendo tortura lá, estão pegando os brasileiros. A gente foi comunicado para não ir à faculdade. Parece que um vigia da nossa faculdade, Uninter, foi assassinado e os policiais estão pegando todos os brasileiros que aparecerem lá e estão torturando. A gente não foi para a faculdade hoje e a gente está com muito medo, porque não sabe se vai ter represália”, conta a estudante.

Um policial, identificado como Sabino Ramón Benítez, do “Grupo Táctico de Operaciones (GEO)”, morreu na tentativa de perseguir os bandidos fortemente armados. Pelo menos outras quatro pessoas ficaram feridas.

Em uma grande operação, que envolve autoridades brasileiras na Fronteira, a polícia procura pelos homens que invadiram a sede da transportadora de valores Prosegur em Ciudad del Este. O grupo formado por aproximadamente 40 homens fugiu durante a madrugada desta segunda-feira (24) com cerca de US$ 40 milhões (aproximadamente R$ 120 milhões). As informações são da Polícia Nacional do Paraguai.

Este é considerado pela imprensa local como o maior assalto da história do Paraguai.

Armados com fuzis, metralhadoras, granadas e explosivos, o grupo de assaltantes explodiu a entrada da empresa e trocou tiros com vigilantes. As explosões foram ouvidas de várias partes da cidade e assustaram a população.

A empresa fica a 4 quilômetros da Ponte da Amizade, no oeste do Paraná. A polícia reforçou o patrulhamento no lado brasileiro caso os criminosos fugissem para o Brasil, no entanto a quadrilha seguiu em direção a Hernandárias, cidade vizinha. Mais de 15 carros foram incendiados.

Com informações da BandNews FM Curitiba.

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