Metade das vítimas fatais da gripe no Paraná tem mais de 60 anos

Das 77 mortes por gripe neste ano no Paraná 47 eram pessoas com mais de 60 anos, ou seja, mais da metade dos casos. Os d..

Francielly Azevedo - 07 de agosto de 2018, 22:24

Foto: Venilton Küchler &#124 AEN
Foto: Venilton Küchler &#124 AEN

Das 77 mortes por gripe neste ano no Paraná 47 eram pessoas com mais de 60 anos, ou seja, mais da metade dos casos. Os dados foram divulgados na semana passada, no dia 1º de agosto, no último boletim da doença, mas trazem um alerta permanente de acordo com o chefe da Divisão de Vigilância de Doenças Transmissíveis da Secretaria de estado da Saúde, Renato Lopes.

"É uma doença sazonal, ela muda a cada ano. Então quando em um ano você tem uma situação um pouco mais tranquila como foi ano passado, as pessoas já deixam de se vacinar", explicou.

No Paraná foram registrados até o último dia 1º, 509 casos da doença. Curitiba e Região Metropolitana foi a regional com o maior número de ocorrências: 208 casos, com 17 mortes.

Segundo Lopes, a meta de vacinação paranaense foi atingida, com 3 milhões de doses aplicadas. Além disso, das 77 mortes, apenas 19 não estavam imunizados contra a gripe. "A meta foi atingida, também na população de idosos, mas sempre fica aquele idoso que deixa de se vacinar", ressaltou.

Lopes também explica o porquê os idosos são os mais acometidos pela doença. "Normalmente o idoso já tem uma outra doença associada que faz com que ele se torne uma pessoa com imunidade mais baixa, então isso favorece a manifestação do vírus", disse.

Dos casos registrados de gripe no estado, 187 foram de Influenza A – H1N1, com 38 mortes; 282 casos de Influenza A (H3), com 37 mortes; 23 ocorrências de Influenza A sem subtipo, com duas mortes; e 17 casos de Influenza B.

Com o fim da campanha de vacinação, a recomendação de Lopes é que os cuidados simples contra a doença sejam permanentes. "Agora restam os cuidados gerais de higiene, lavar as mãos, proteger com álcool gel. Proteção de boca e nariz ao tossir e espirrar, de preferência usando um lenço descartável, na impossibilidade disso usar a dobra do cotovelo", disse.

A recomendação da Secretaria de Estado da Saúde é de que o tratamento deve ser iniciado o mais breve possível. O uso do antiviral, ainda nas primeiras 48 horas, pode reduzir a duração dos sintomas e, principalmente, a redução da ocorrência de complicações da infecção pelo vírus Influenza.