Militantes relatam novo ataque a tiro em acampamento pró-Lula

BandNews FM Curitiba


Integrantes do acampamento em apoio ao ex-presidente Lula teriam sofrido mais um ataque a tiros nesta terça-feira (26), no bairro Santa Cândida, em Curitiba. A Polícia Militar foi acionada e os militantes fizeram um boletim de ocorrência. Durante a manhã, um homem, que estava em um Gol cinza, teria tentado atropelar três integrantes do movimento que voltavam de um ato na Polícia Federal. Um dos três teria reagido e chutado o carro do agressor.

Segundo o grupo, ele fez ameaças e prometeu voltar. Cerca de dez minutos depois, por volta das 11 horas, o homem apareceu armado e teria disparado contra o acampamento, que fica a um quilômetro da Polícia Federal, onde Lula está preso.

O acampamento fica na Rua Padre João Sulinski, número 278, e abriga integrantes do movimento que apoia Lula. Eles se revezam na vigília em torno da PF. Edna Dantas, coordenadora do Acampamento Marisa Letícia, disse que antes de aparecer armado o homem tentou atropelar o grupo diversas vezes.

“A gente voltando da Polícia Federal, eu e mais três pessoas, nós estávamos passando a rua na faixa de segurança e um gol prata tentou atropelar eu e mais os três companheiros. Quando reagimos e o questionamos se ele não estava nos vendo ele deu a ré e voltou com o carro para cima. O companheiro que estava com a gente deu um chute no pneu e ele repetiu mais quatro ou cinco vezes essa atitude de jogar o carro para cima da gente”.

Depois do conflito, o homem teria ido até o acampamento atrás do rapaz que chutou o carro dele. Depois de fazer diversas ameaças, segundo a coordenadora do grupo, o homem disparou um tiro.

“Voltamos para o acampamento, e ele disse que iria voltar. Voltou com uma arma para fora da janela e atiraram para o lado do acampamento. Disse que quer matar o menino que chutou o pé dele. A polícia já está aqui e já fizemos o B.O”.

O grupo do acampamento entrou à polícia imagens do homem e o registro da placa do carro. A PM confirmou que recebeu relato de testemunhas de que um tiro foi disparado para cima. O boletim será encaminhado à Polícia Civil.

Por meio de nota, o acampamento afirmou que repudia o ato. Veja na íntegra:

Repudiamos o atentado na manhã de hoje (26), com tentativa de atropelamento e relato de tiros, contra os integrantes do acampamento Marisa Letícia, um dos espaços de dormitório dos militantes que estão na defesa do ex-presidente Lula. Nos solidarizamos e exigimos a apuração por parte das autoridades e responsabilização dos culpados, lembrando que o atentado a tiros no dia 28 de abril, que feriu gravemente um militante no pescoço, ainda não apresentou qualquer resultado nas investigações!
Frente a isso, é fundamental reforçar a organização dos trabalhadores, coletiva, com unidade entre os que constroem a Vigília, frente aos ataques da extrema-direita, que despreza o povo, negros e negras, trabalhadores e trabalhadoras, todos que lutam pelos direitos humanos.

Ataques a tiros

No dia 28 de abril, o sindicalista Jeferson Lima de Menezes, de 39 anos, levou um tiro no pescoço, em um ataque à vigília de apoio ao ex-presidente Lula. Imagens mostram o momento exato em que o rapaz dispara várias vezes contra os manifestantes. Até agora, ninguém foi preso. Também no Paraná, antes de Lula ser preso, no dia 27 de março, a caravana que levou o ex-presidente para diversas cidades também sofreu um ataque a tiros.

O ataque em que quatro tiros atingiram dois ônibus da caravana aconteceu entre as cidades de Quedas do Iguaçu, no Oeste, e Laranjeiras do Sul, na Região Central do Paraná. Até agora, a polícia civil já ouviu diversas testemunha, entre passageiros do ônibus, policiais, moradores e integrantes da caravana, e já identificou de onde partiram os disparos. Porém, o inquérito ainda não foi concluído e o suspeito dos disparos também não foi identificado.

 

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