Monitoramento registra 45 mil aves em Paranaguá e Antonina

Andreza Rossini e Assessoria


A Administração dos Portos de Paranaguá e Antonina (APPA) está prestes a concluir a primeira fase do Programa de Monitoramento de Avifauna, que em 28 meses realizou mais de 45 mil registros de aves aquáticas nos ambientes costeiros. Entre maio de 2016 e setembro de 2018, foram realizadas 112 incursões nas baías de Paranaguá e Antonina, no litoral do Paraná, com registros de indivíduos avistados diretamente, por binóculos e por contagem em fotografia de alta resolução.

A primeira etapa de monitoramento da avifauna é composta por 30 campanhas mensais amostrais ininterruptas, correspondendo a dois anos e seis meses de monitoramento. Neste período a equipe, composta por um ornitólogo, engenheiro ambiental e oceanógrafo, avistou 132 espécies diferentes de aves.

Entre as espécies registradas, oito aves são consideradas como ameaçadas de extinção, segundo a lista nacional de espécies da fauna brasileira ameaçadas de extinção, elaborada pelo Ministério do Meio Ambiente e pelas listas oficiais do Estado do Paraná. Além disso, foram registradas 10 espécies migratórias do hemisfério norte e quatro migratórias do hemisfério sul.

Espécies 

No monitoramento feito pelos Portos, cada campanha é realizada em quatro dias. A espécie avistada com mais frequência e abundância no estudo foi o biguá (Nannopterum brasilianus),com cerca de 30% do total de registros. Na sequência aparece o trinta-réis-de-bando (Thalasseus acuflavidus), o urubu-de-cabeça-preta (Coragyps atratus), a garça-zul (Egretta caerulea), o atobá-pardo (Sula leucogaster), o quero-quero (Vanellus chilensis), o talha-mar(Rynchops niger),batuíra-de-bando (Charadrius semipalmatus).

O trabalho de monitoramento também avistou espécies como o guará (Eudocimus ruber), ave com recolonização recente no Litoral do Paraná e o papagaio-da-cara-roxa (Amazona brasiliensis), espécie que considerada “quase ameaçada” segundo internacionalmente e ameaçada regionalmente.

Os estudos da Appa também identificaram espécies que necessitam de ambientes mais conservados como é o caso do savacu-de-coroa (Nyctanassa violacea) e a gaivota-maria-velha (Chroicocephalus maculipennis).

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