Monitoramento registra cerca de 4 mil aves nos Portos do Paraná

O programa de monitoramento de aves aquáticas que ocorrem nos ambientes costeiros e marinhos das baías de Paraná e Anton..

Andreza Rossini - 17 de agosto de 2016, 12:46

O programa de monitoramento de aves aquáticas que ocorrem nos ambientes costeiros e marinhos das baías de Paraná e Antonina, realizado pela Administração dos Portos, registrou 4.057 aves distribuídas em 29 espécies associadas aos ambientes aquáticos.

O objetivo do monitoramento, feito durante quatro meses consecutivos e mensalmente, é avaliar abundância, a riqueza e a qualidade das espécies de aves existentes no entorno dos Portos do Paraná em diferentes períodos do ano. "Todo o trabalho da Appa é fiscalizado pelos órgãos ambientais e visa minimizar os impactos da atividade portuária sobre os ecossistemas existentes”, explica o diretor-presidente Appa, Luiz Henrique Dividino.

 Entre as espécies registradas, três aves são consideradas como ameaçadas de extinção, segundo a lista nacional de espécies da fauna brasileira ameaçadas de extinção, elaborada pelo Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade – ICMBio. São elas: trinta-réis-real (Thalasseus maximus) considerado como Em Perigo e trinta-réis-de-bico-vermelho (Sterna hirundinacea) e saíra-sapucaia (Tangara peruviana), ambas as espécies consideradas como Vulnerável.

Além disso, o trabalho de monitoramento da avifauna produzido pela Appa também avistou espécies como o guará (Eudocimus ruber), ave com recolonização recente no litoral do Paraná e o papagaio-da-cara-roxa (Amazona brasiliensis), espécie que considerada “quase ameaçada” segundo a lista do ICMBio.

O monitoramento vem ao encontro com recente estudo divulgado pela Sociedade de Pesquisa em Vida Selvagem e Educação Ambiental (SPVS). A SPVS desenvolve desde 1998 o Projeto de Conservação do papagaio-de-cara-roxa e, este ano, o censo populacional apontou que a maioria da população de papagaios que habita o litoral do Paraná – cerca de quatro mil indivíduos, 60% do total – vivem no dormitório da Ilha da Cotinga, local que fica a 460 metros de distância do Terminal de Contêineres de Paranaguá (TCP).

Os estudos da Appa também identificaram espécies com maiores exigências ambientais como é o caso do savacu-de-coroa (Nyctanassa violacea) e a gaivota-maria-velha (Chroicocephalus maculipennis).

Com informações da Agência Estadual de Notícias