Monkeypox: Curitiba investiga 2° caso suspeito e divulga orientações

Após confirmar o primeiro caso, no final de semana, a Secretaria Municipal da Saúde monitora um segundo casos suspeito

Redação - 04 de julho de 2022, 16:28

Arquivo/CDC/Brian W.J. Mahy
Arquivo/CDC/Brian W.J. Mahy

Passa bem o morador de Curitiba infectado pela varíola dos macacos. O primeiro caso de monkeypox no Paraná foi confirmado neste final de semana pela Secretaria de Estado da Saúde (Sesa). O paciente é um homem de 31 anos, com histórico de viagem para São Paulo, onde há transmissão comunitária.

A SMS (Secretaria Municipal da Saúde) confirmou a infecção nesta segunda-feira (4), data em que também foi atualizado o estado de saúde do paciente. Segundo a pasta, o homem continua sendo monitorado e segue em isolamento em casa. Contatos diretos dele seguem em observação.

Segundo a secretaria, o paciente buscou uma UPA (Unidade de Pronto Atendimento no dia 24 de junho. Ele relatava sintomas como febre e alergia na pele. O diagnóstico foi confirmado após exames laboratoriais realizado em São Paulo, no laboratório de referência indicado pelo Ministério da Saúde.

Nesta segunda-feira (4), Curitiba confirmou que um segundo caso de monkeypox está em investigação. O paciente suspeito é um homem de 29 anos, com histórico de viagens. A SMS aponta que não há relação desta suspeita com o primeiro caso confirmado da varíola dos macacos.

Diante da primeira confirmação da doença, e da suspeita de um segundo caso na capital, a secretária municipal da Saúde, Beatriz Battistella, afirmou que os serviços de saúde estão preparados para lidar com o vírus, sobretudo identificar e monitorar possíveis casos novos.

“As autoridades de saúde municipais, estaduais e nacionais estão mobilizadas para identificar as pessoas que tiveram contato com indivíduos positivos para o vírus monkeypox, para que possam monitorar sua saúde e evitar o espalhamento da doença”, explicou Beatriz Battistella.

Ela reforça, ainda, que não há motivo para pânico. “Essa doença tem um prognóstico muito benigno. Ou seja, salvo raríssimas exceções, não há agravamento do paciente, bem diferente do quadro que tínhamos do coronavírus no início da pandemia”, completa.

VARÍOLA DOS MACACOS: CURITIBA DIVULGA ORIENTAÇÕES SOBRE A MONKEYPOX

A Secretaria Municipal da Saúde divulgou nesta segunda-feira (4) uma série de informações básicas sobre a varíola dos macacos. A primeira orientação é procurar o serviço de Saúde caso apareçam na pele pústulas (bolinhas vermelhas com pus), principalmente após viagens.

“Neste caso, a orientação é procurar um serviço de saúde, para investigação, pois esses sintomas são comuns a várias doenças, e somente um profissional de saúde poderá avaliar para notificar a SMS e orientar corretamente o paciente”, explica o diretor do Centro de Epidemiologia da SMS, Alcides Oliveira.

Em caso de dúvida, a Central 3350-9000 da SMS também pode ser acionada pela população, caso a pessoa apresente lesões na pele e tenha tido contato com suspeito ou viagem recente. Confira um guia com perguntas e respostas sobre a monkeypox:

O que é a monkeypox?

É uma doença causada pelo vírus monkeypox. A infecção também é conhecida como varíola dos macacos.

Como se transmite?

A transmissão entre humanos ocorre por meio do contato direto com as lesões de pele de pessoas infectadas, secreções ou objetos contaminados por secreções contendo o vírus

Quais são os sintomas?

A pessoa infectada apresenta lesões na pele de uma ou mais partes do corpo (rosto, pernas, braços, tronco ou região genital) e que podem se espalhar para outras partes do corpo nos dias seguintes

As lesões lembram as da varicela (catapora), com a diferença de que estão todas no mesmo estágio de evolução. A pessoa pode ter também febre, presença de “íngua” pelo corpo, dor de cabeça, dor muscular, calafrios e fraqueza.

O que fazer se apresentar alguma lesão como essa?

Neste momento, em relação à monkeypox, a SMS orienta maior atenção para pessoas que venham a apresentar na pele pústulas (bolinhas vermelhas com pus) após viajar para locais que já declararam surto ou depois de ter contato íntimo com alguém diagnosticado recentemente com a doença. Em caso de dúvidas, procure a sua unidade de saúde de referência ou ligue na Central de Atendimento 3350-9000, que funciona todos os dias, das 8h às 20h.

E se eu tiver contato com alguém com essas lesões?

De forma geral, precisa aguardar ter algum sintoma para iniciar a investigação com exames. Em caso de dúvidas, ligue na Central 3350-9000.

Qual o tratamento para monkeypox?

Não existe tratamento específico. O tratamento é baseado no alívio de sintomas como dor e febre. A evolução da doença é benigna.

Precisa fazer isolamento domiciliar?

Pessoas com suspeita de monkeypox devem cumprir isolamento domiciliar. No atendimento médico, será fornecido um atestado de 10 dias ou até vir o resultado dos exames. Após a reavaliação médica e dos resultados, se for confirmada monkeypox, o período de isolamento deve durar até que todas as lesões estejam curadas.