‘Eu via pedaços do prédio no chão’, diz moradora de edifício que explodiu em Curitiba

Estelita Hass Carazzai - BandNews FM Curitiba

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Moradores do edifício onde ocorreu uma explosão na manhã de sábado (29), em Curitiba, permanecem fora de casa. Uma criança morreu e três pessoas ficaram gravemente feridas no acidente. O prédio foi interditado de forma preventiva.

Moradora do edifício há 12 anos, desde que ele foi inaugurado, Luciana Galarda ficou impressionada com a quantidade de detritos que viu quando saiu do apartamento: eram pedaços do prédio no chão.

“Tive que passar pelo hall e eu já via pedaços do prédio no chão. Uma máquina de lavar, tijolos e muito entulho. Parecia que uma caçamba de restos de construção tinha sido jogada no hall do prédio”, relata a moradora.

A moradora estava deitada no quarto quando ocorreu a explosão. Paredes do sexto andar, onde aconteceu o acidente, ruíram. No apartamento de Luciana, que fica no primeiro andar, foi a porta-janela da sacada que caiu.

“Tinha travesseiros, cobertas, escova de dentes. Havia pessoas correndo entrando no prédio e subindo. E foi aí que eu vi o fogo”, completou.

Outros apartamentos também foram danificados: de acordo com Luciana, a unidade vizinha à da explosão, no sexto andar, foi a mais prejudicada.

“A sala dela parece que passou um furacão lá dentro, está bem danificada. Não queimou, mas bagunçou tudo. As paredes dela estão com bastante fuligem. Há bastante escombro. A porta foi destruída e as janelas caíram”, relatou.

A principal suspeita é que a explosão tenha sido causada por um serviço de impermeabilização de sofá. A polícia está realizando uma perícia no prédio e ainda investiga o acidente.

O edifício permanece interditado pela Prefeitura de Curitiba até que um laudo ateste a estabilidade do local. O documento deve ser providenciado pelo próprio condomínio. A seguradora do prédio deve enviar um engenheiro para o local, mas ainda não há previsão para que o serviço seja concluído.

Até lá, os moradores estão alojados em casas de familiares. A Guarda Municipal faz a segurança do edifício, e apenas moradores acompanhados de bombeiros podem entrar no local.

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