Moradores entregam doação de fuzis à Polícia Militar no Paraná

Andreza Rossini


Moradores de Ivaiporã, no norte do Paraná, entregaram à Polícia Militar (PM) na terça-feira (1), os cinco fuzis comprados com dinheiro arrecadado pelo Conselho de Segurança Municipal (Conseg) junto à população.

A comunidade arrecadou um total de R$ 50 mil, que foi repassado para a PM, que comprou as armas direto com o fabricante em Minas Gerais, com a autorização do exército. O custo de cada fuzil é de aproximadamente R$ 8 mil.

O armamento será utilizado nas cidades de Ivaiporã, Faxinal, Borrazópolis e Lidianópolis, todas no norte do estado. Os conselhos das cidades vizinhas a Ivaiporã aderiram a ideia e ajudaram na arrecadação do dinheiro. Os policiais vão precisar passar por treinamento especial para usar os fuzis, já que o armamento é capaz de disparar mais de 500 tiros por  minuto.

A Secretaria de Segurança Pública do Paraná (Sesp) afirmou por meio de nota que considera positivo o envolvimento da sociedade e ressaltou que o Estado tem três processos para a compra de fuzis em andamento, num total de R$ 4 milhões.

Veja na íntegra:

A Secretaria da Segurança Pública e Administração Penitenciária do Paraná esclarece que armamentos pesados, como fuzis, só são repassados a policiais que já tenham passado por treinamento específico e diferenciado. Além de equipar os grupos especiais das polícias Civil e Militar (como Bope, Tigre e Cope), a distribuição de armamentos pesados leva em consideração, primordialmente, o fato criminalidade. Onde há maior incidência criminal e necessidade de reforçar o aparato – seja ele humano ou equipamentos – recebe mais recursos.

Apenas um exemplo: de acordo com dados da Coordenadoria de Análise e Planejamento Estratégico (Cape) da Sesp, a cidade de Ivaiporã registrou um homicídio durante todo o ano de 2015 e dois roubos de veículos. Não houve em 2014, 2015 e até os primeiros meses de 2016 registro de explosão de caixa eletrônico na cidade de Ivaiporã – atividade criminosa praticada por quadrilhas especializadas. Estas quadrilhas, no país todo, têm como característica atuar em uma cidade diferente a cada nova investida. Só em 2015, 130 pessoas destas organizações criminosas foram presas pelas polícias Civil e Militar paranaenses.

Ainda sobre a questão de armamento pesado, a Secretaria esclarece que estão em tramitação três processos de compra de armamento no valor global de pouco mais de R$ 4 milhões. Ao todo são mais de 1.000 novas armas, entre elas metralhadoras portátil calibre 9 milímetros, espingardas calibre 12, fuzis e pistolas Glock – estas últimas usadas pela Polícia Federal e também pelo FBI.

Sobre as iniciativas dos Conselhos Comunitários de Segurança (Consegs), a Sesp informa que entende como uma atitude positiva o envolvimento da sociedade nas questões de segurança pública no que se refere à ajuda da comunidade, por meio dos conselhos municipais, às polícias Civil e Militar. Entretanto, dentro da realidade de todo o Paraná, são atitudes isoladas e a Sesp não está se furtando às suas obrigações de fornecer equipamentos e armamentos necessários às polícias, seja por meio de compras diretas ou parcerias.

Um exemplo foi a entrega de 20 fuzis distribuídos para a região de fronteira, no fim de 2015, por meio de uma parceria com o Exército Brasileiro, para reforçar o policiamento ostensivo e repressivo na área, além de colaborar nas operações realizadas em parceria entre as instituições.

 

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