Morre Ricieri Chagas, policial baleado em Guarapuava, aos 48 anos

Cabo da PM estava no serviço ativo há mais de duas décadas. Ele foi ferido na cabeça durante uma tentativa de assalto a uma transportadora de valores na cidade.

Redação - 23 de abril de 2022, 13:41

(Foto: Reprodução/Instagram)
(Foto: Reprodução/Instagram)

O policial Ricieri Chagas, baleado no início da semana em Guarapuava, morreu na tarde deste sábado (23) aos 48 anos. A informação foi confirmada pela PMPR (Polícia Militar do Paraná).

Ele foi ferido na cabeça durante uma tentativa de assalto a uma transportadora de valores na cidade. O policial ficou em coma e com a bala alojada no corpo, sendo necessária uma cirurgia para a retirada, porém alguns estilhaços ainda haviam permanecido.

O secretário de Segurança Pública do Paraná, Rômulo Marinho Soares chegou a informar que o policial seria transferido de avião para Curitiba. No entanto, a transferência não aconteceu e o PM permaneceu internado em estado grave na UTI (Unidade de Terapia Intensiva) no Hospital São Vicente de Paulo, em Guarapuava, onde foi confirmada a morte cerebral e o óbito do paciente.

Durante o período em que esteve internado, amigos, familiares e colegas de trabalho fizeram orações em frente ao hospital.

Chagas era cabo da PM e estava no serviço ativo há mais de duas décadas. Nascido em 29 de outubro de 1973, em Campo Mourão, trabalhou em diferentes batalhões da Polícia Militar do Paraná. Durante 15 anos, esteve no Pelotão de Choque do 16º BPM. Ele deixa a esposa e um casal de filhos.

Além dele, mais duas pessoas foram atingidas no confronto: outro cabo da PM, José Douglas Bonato, que levou um tiro na perna, foi operado e já recebeu alta; além de um morador da cidade.

ATAQUES EM GUARAPUAVA

Cerca de 30 homens fortemente armados tinham o objetivo de realizar um assalto na transportadora de valores Proforte, em Guarapuava, entre o final da noite de domingo (17) e início desta segunda-feira (18).

Os criminosos incendiaram veículos na parte urbana da cidade e bloquearam a entrada e saída do 16° Batalhão de Polícia Militar, para evitar uma possível captura. Mesmo assim, a Secretaria de Estado da Segurança Pública do Paraná (Sesp) e o comandante-geral da PM, Coronel Hudson Leôncio Teixeira, afirmaram que não teve falha policial e não houve êxito na realização do crime.

Ao todo, 260 policiais foram acionados com a missão de deslocar os envolvidos para a zona rural de Guarapuava. 

Alguns criminosos atearam fogo em veículos nos acessos à cidade, como na BR-277, e espalharam miguelitos pela pista - dispositivos pontiagudos usados para furar pneus.

Outros bandidos abordaram veículos pelas ruas da cidade e utilizaram populares como reféns, enquanto acontecia o ataque à transportadora. 

Após a ação, que durou cerca de três horas, eles fugiram sentido interior do estado.