Tribunal do Crime: cinco suspeitos são mortos pela PM em Londrina

Segundo a PM, um casal seria executado por suspeita de envolvimento no assassinato de uma mulher encontrada em um chiqueiro, no Jardim Flores do Campo.

Redação - 30 de maio de 2022, 21:02

Divulgação/PMPR
Divulgação/PMPR

Cinco homens foram mortos pela Polícia Militar em Londrina, na região norte do Paraná, nesta segunda-feira (30). Segundo a corporação, houve confronto com os suspeitos após uma abordagem no Conjunto de Chácaras São Miguel, na zona sul da cidade.

De acordo com a PM, os homens mortos eram ligados à facção criminosa PCC (Primeiro Comando da Capital).

Um casal que estaria sob domínio dos suspeitos foi resgatado. Segundo a corporação, eles seriam mortos pelos faccionados por suspeita de envolvimento na morte de uma mulher encontrada em um chiqueiro no Jardim Flores do Campo, na última quinta-feira (25).

Ainda segundo a PM, a mulher encontrada morta no chiqueiro teria sido assassinada sem a autorização da facção criminosa. Por isso, os autores do homicídio estariam no alvo do PCC.

Em entrevista ao Tarobá News, o tenente Oliveira, do 30º Batalhão da Polícia Militar, explicou que o casal seria executado por um evento conhecido popularmente como Tribunal do Crime.

“É um evento que a equipe faccionada realiza para descobrir uma situação e executar quem é de direito. Eles estavam provavelmente vislumbrando a situação da mulher que foi morta e enterrada no Flores do Campo”, afirma o tenente.

Conforme Oliveira, o Tribunal do Crime era regado a carne, bebidas e fumo. Os suspeitos estavam armados. “Infelizmente nos deparamos com um confronto armado”, ressalta, afirmando que os policiais reagiram aos tiros.

De acordo com a Polícia Militar, três suspeitos de envolvimento com o PCC foram mortos na chácara. Outros dois foram mortos durante a tentativa de fuga. Eles foram baleados em regiões próximas à chacara, em uma plantação e em uma propriedade rural.

A Polícia Civil vai investigar o caso. O departamento de Criminalística e o Instituto Médico-Legal (IML) foram acionados para a perícia do local.