Mortes por dengue avançam 80% em uma semana no Paraná

Total de mortes causadas pela doença desde agosto de 2021 saltou de cinco para nove. O acréscimo foi de 80% em apenas sete dias.

Redação - 03 de maio de 2022, 15:50

Pedro Ribas/ANPr
Pedro Ribas/ANPr

O boletim semanal da dengue, atualizado pela Sesa (Secretaria de Estado da Saúde), confirmou quatro novas mortes causadas pela doença no Paraná. Com os dados mais recentes, o total de óbitos acumulados desde agosto do ano passado quase dobrou em apenas uma semana. São nove mortes desde 1º de agosto de 2020. Os registros do atual boletim são as regiões oeste e noroeste.

Outros dados alartamentes constam no boletim publicado nesta terça-feira (3). Nos últimos sete dias foram mais de 15 mil casos notificados e 6 mil casos confirmados. Os números representam acréscimos de 16% e 23%, respectivamente. Dos 399 municípios do Paraná, apenas 90 ainda não confirmaram casos de dengue desde o início do atual ciclo epidemiológico.

“Infelizmente o número de mortes cresce, assim como o de casos. É essencial o atendimento clínico e diagnóstico rápido da doença, para que os pacientes sejam avaliados pelos serviços de saúde. Nossas equipes de vigilância e atenção acompanham os casos e atuam em todas as regiões do Paraná na orientação e capacitação dos profissionais de saúde para o controle da doença”, afirmou o secretário de Estado da Saúde, César Neves.

Os óbitos incluídos no boletim atual aconteceram entre os dias 1° e 8 de abril. Os pacientes eram três mulheres e um homem, com idades entre 10 e 87 anos. As vítimas moravam em Catanduvas e Cascavel, na região oeste, e Ivatuba e São Jorge do Ivaí, no noroeste.

Um estudo divulgado nesta terça-feira (3) pela Secretaria de Estado da Saúde do Paraná aponta que 38,2% dos criadouros do mosquito Aedes aegypti foram encontrados em lixo (recipientes plásticos, garrafas, latas), sucatas em pátios e ferros-velhos, entulhos de construção. Além da dengue, o mosquito também é o vetor da febre chikungunya e do zika vírus.

Locais para armazenamento de água no solo, como cisternas e caixas d'água, representam 16,5% dos criadoros do mosquito no Paraná. A Secretaria de Estado da Saúde reforça que ações simples, como a destinação correta do lixo e um olhar mais apurado para locais que podem reservar água parada já são suficientes para combater a maior parte dos criadouros do mosquito.