Motorista de caminhão que matou policial teria bebido e cochilado ao volante

Fernando Garcel

O caminhoneiro Joel Bin, de 44 anos, responsável pelo atropelamento que matou o soldado da Polícia Militar Lukas Raffael Gasparin Brandt, de 29 anos, se apresentou à polícia de São José dos Pinhais, na região metropolitana de Curitiba, nesta segunda-feira (15) mas não foi ouvido.

Polícia Militar Lukas Raffael Gasparin Brandt, de 29 anos

O atropelamento aconteceu no fim de semana e o motorista do caminhão não parou para prestar socorro. O soldado pilotava uma moto e foi atingido pelo caminhão, no final da tarde de sábado (13), no bairro Jardim Cruzeiro, em São José dos Pinhais.

Segundo o advogado de Joel, Maurício Zampieri de Freitas, o que ocorreu foi uma fatalidade e que o motorista deixou o local porque não viu o que aconteceu.

“Não fomos atendidos pelo escrivão de polícia ou pelo delegado e disseram que ele só será ouvido quando devidamente intimado. Joel Bin é um cidadão de bem, trabalha há 25 anos no Ceasa, réu primário, não tem multas na carteira. O que aconteceu foi uma fatalidade. Vamos aguardar o croqui do acidente para ver a dinâmica dos fatos. Parece que o motoqueiro estava fazendo uma ultrapassagem quando houve a colisão. O senhor Joel vai colaborar com a Justiça”, diz o advogado.

Na versão do motorista, após um almoço de família, em que ele teria bebido duas latas de cerveja, foi para casa e apenas chegando lá descobriu que teria atropelado Lukas. Ele faz uso de medicamentos controlados e teria cochilado ao volante. O motorista também teria deixado a residência por medo da truculência policial.

Segundo a polícia, o motorista não foi ouvido porque o inquérito está na fase de coleta de provas e ele ainda não foi intimado.

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