Paralisação de motoristas e cobradores afeta transporte na Grande Curitiba

O transporte coletivo de Curitiba e região amanheceu parcialmente paralisado na manhã desta quinta-feira (9). Motoristas..

Mariana Ohde - 09 de fevereiro de 2017, 08:38

O transporte coletivo de Curitiba e região amanheceu parcialmente paralisado na manhã desta quinta-feira (9). Motoristas e cobradores que operam 21 linhas na capital estão de braços cruzados pela falta de pagamento do vale-mercado, no valor de R$ 500.

De acordo com o sindicato dos profissionais (Sindimoc), dos 21 ônibus operados pela Araucária Filial, que não realizou o pagamento, nove não têm operação compartilhada com outras empresas. Sendo assim, não há o funcionamento das linhas Augusta, Campina do Siqueira-Batel, Jardim Esplanada, Mossunguê, Nossa Senhora da Luz, Tramontina, Vila Marqueto, Vila Sandra e Vila Verde. As linhas que estão parcialmente paralisadas são: Centenário/Campo Comprido, Interbairros IV, Interbairros V, Inter 2 e Detran/Vicente Machado.

O presidente do Sindimoc, Anderson Teixeira, explica que a paralisação acontece porque o indicativo de greve já havia sido aprovado, ou seja, os trabalhadores já desconfiavam que poderiam não receber o pagamento integralmente. "Na terça-feira, conversamos com os trabalhadores. A empresa fez a promessa de que regularizaria a situação até o dia 9. Optamos por dar esse voto de confiança e aguardar o pagamento. Só que não aconteceu o pagamento e não há previsão", explica.

A situação é a mesma na empresa Transtupi, que opera no município de Araucária. A paralisação acontece quatro dias após o reajuste na tarifa, que passou de R$ 3,70 para R$ 4,25 – quase 15% de aumento.

As empresas ainda não se posicionaram sobre o assunto.

Urbs vai multar empresa

A Urbs informou que vai multar a empresa Araucária Urbana, do consórcio Transbus, pelo não cumprimento das tabelas de horários das linhas que operam em Curitiba. Segundo a Urbs, os repasses estão em dia. Até aqui, a multa chega a R$ 57 mil. Se os trabalhadores continuarem a paralisação, o valor aumenta de acordo com os horários que deixarão de ser cumpridos.