Motoristas e cobradores devem participar de mobilização de sexta-feira

Narley Resende


Motoristas e cobradores do transporte coletivo de Curitiba e região metropolitana devem participar de mobilizações da “greve geral” convocada por centrais sindicais para a próxima sexta-feira (28), contra reformas da Previdência e Trabalhista do governo Michel Temer (PMDB).

Caso haja paralisação do transporte, o Sindicato de Motoristas e Cobradores, filiado à central Força Sindical, prometeu informar no fim da tarde desta terça-feira (25).

Segundo a assessoria do Sindimoc, uma assembleia deve decidir se os profissionais da categoria vão cruzar os braços na sexta-feira.

Em Curitiba, várias categorias já confirmam paralisação para sexta. Metalúrgicos do Paraná, representados pela mesma central, realizaram assembleias na manhã desta terça em frente a fábricas da região de Curitiba e organizam sua participação na paralisação nacional do dia 28.

Bancários também devem paralisar atividades na região central de Curitiba e de outras grandes cidades do Paraná.

A mobilização é um protesto em defesa da aposentadoria, dos direitos trabalhistas e contra o projeto de terceirização ilimitada, sancionada pelo presidente Michel Temer, no último dia 31 de março.

A expectativa de adesão é baseada na união de centrais sindicais para concentrar os protestos. Participam da coordenação do ato sindicatos e entidades ligadas à Central Única dos Trabalhadores (CUT-PR), à Força Sindical, à União Geral dos Trabalhadores (UGT), à Central dos Trabalhadores do Brasil (CTB) e à Central Sindical e Popular (CSP-Conlutas).

Os sindicatos que representam as categorias de trabalhadores, desde o início do mês, organizam assembleias para definir se vão aderir à greve, e como isso vai acontecer.

Está previsto um grande ato onde todas as centrais sindicais devem se reunir, às 9 horas de sexta (28), no Centro Cívico, em frente à Assembleia Legislativa do Paraná. Ao longo do dia, as categorias também devem realizar protestos em locais de trabalho.

A manifestação mais recente organizada por centrais sindicais, no dia 15 de março, chamada de paralisação do Dia Nacional de Lutas Contra a Reforma da Previdência, reuniu em Curitiba cerca de 50 mil pessoas, de acordo com a CUT.

A Polícia Militar (PM) estimou que sete mil pessoas participam dos atos na capital. Em todo o Paraná, a organização afirmou que cerca de 100 mil pessoas aderiram ao movimento.

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